quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

eu não sei o que fazer com isso.

experiências. coisas que acontecem com alguém. uma experiência e um acontecimento não são a mesma coisa, são? eu não sei. me parecem sinônimos. se não existem sinônimos perfeitos, isso poderia ser um assunto filosófico. teórico. "but i digress". queria falar sobre lembranças. e também sobre desejos. e um sentimento de não se sentir suficiente em si. como se fosse cadência de ir pra além. pra terceira margem. ao se recordar de algo, com o "souvenir", fica aquele interrogar-se a fundo das coisas: estive lá, estou aqui. e lá eu era tão alguma coisa naquele momento. aqui vivo. vivo tão outras coisas também. outros acontecimentos, outras experiências. um acontecimento não ensina, e se ele ensina, ele se torna experiência. toda experiência ensina algo, ou diz algo. tem acontecimento que não diz? faz diferença tentar tatear a diferença? diferença, diferença, e a onça, e se for sã. está muito calor. eu vou ler isso no futuro. eu não vou lembrar do calor que fazia. em alguns anos provavelmente. eu não vou lembrar de nada que sentia nesse momento. eu não vou saber que eu pensava sobre a ingenuidade do que se vive por uma primeira vez, coisa que pensei ao assistir um episódio de gilmore girls e pensar nessa fase da vida da rory e do jess, de final de ensino médio e antes de faculdade. uma fase da vida que já tão distante. eu não vou lembrar dessas emoções, provavelmente, nem se reler, e se eu lembrar, o "souvenir" vai estar frio. mesmo se estiver muito claro e calor no dia. ou que seja uma noite assim, meia noite e um, no momento que as teclas vão tocando meus dedos nesse aqui agora. será que eu vou lembrar de que lembrei daquela paixão intensa, e daquele momento em que eu imaginava que seria possível que cada uma das coisas ao redor seria manchada pelo amor? belas manchas veriam todos. gritar amor por aí, sem rumo. inferno, eu quero chorar, e eu estou vivo. eu não sei o que fazer com isso.

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