quarta-feira, 30 de novembro de 2016

no céu luar

todo meu território
tomado por umidade
charcos pântanos & lamaçais
acima abaixo todo canto
algo viver se faz pulso pulso pulso
em cada bolha que se sobe
em cada mover
em cada lutar pelo sim de cada dia
moscas voando como metáforas
em torno de meu território úmido
dessas misturas de mistérios e se-darias
se-entregarias-todo-a-tempestades
de cada ser desse tempo-espaço que
a mim chamo
território meu ou território de mim
se-entregarias
força que se derruba no chão que
se abre jubiloso que se vira outras coisas
coaxares
muitos jeitos de andar de lado de andar pra trás
de andar muito
de atolar os pés mas ninguém anda toda
e qualquer bípede aqui no meu território
rasteja como um deus-serpente prenhe
fará ver a vida com milhões de possíveis
e faz buracos nas misturas e faz trajetos
tu do mover tu do viver tu do sem fundo e luar
no céu luar

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