sexta-feira, 28 de outubro de 2016

mi illuminomi

que é que há, não se desarranja a dança,
mas que é que há, é uma parte de minha em nudez,
eu vou ali, ao meu canto perto daqui,
e eles não passarão, em canto algum, disparados feito balas

(doces, que caem no chão e explodem,
e se atingem alguém, fazem bu r cac os)

que é que é, revoada de pássaros flanam o céu
intuindo que buscas por miradas, não-lugares,
mas que é que é, piruetas e se não sei voar
sou apenas um corpo que cai do alto

(e pairo em mim mesmo
e me devoro como um abutre)

que é que é i', é a carcaça do sabe-de-si,
mas que é que é i', a morte define, a ordem confunde,
e em mentira, o mundo se faz de vermes que não
virarão borboletas jamais, estou longe, longe

(outra estação,
outras paragens)




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