sexta-feira, 2 de setembro de 2016

laços, nós, coisas, arfante

tomar a cultura como um texto,
é, mas não, se não é um texto, bem... tomá-la como a vida,
de qualquer forma, eu busco caminhar, e não saio do lugar,

isso não é bem uma imagem metafórica,
isso é mais uma descrição de como é feito um exercício,
um passo,
que imagem que se faz de um passo que não sai do lugar?
estamos falando de impossibilidades?
e a gente lembra assim, a gente sendo eu e meus eus,
que imobilidade também é movimento,
e energias são fluxos, e são constantes, e existem
o  t e m p o  t o d o

eu não tropecei de fato, mas estou tropeçano,
vamo no goianês, o tropeço é uma imagem metafórica,
o desespero de com, por imagens, essa ânsia,
fragmentar movimentos para ver nuances, essas ânsias,
e palavras também em pe da ci nhos, pe que ni ni nhos,
fragmentos movimentos palavras respirar na hora certa
do jeito certo
e, inevitavelmente, porque eu sou eus eu sempre de um jeito tão
parecido
quero dizer
ao caralho com o jeito certo, mas se pedem,
não, não imploram, mas quase que não deixam opção,
e opções são como, bem, aquela coisa
escolher qual fio da bomba que se corta
para o desarme,
e deságua, e desalma, e desenhos que pernas braços dedos mãos
joelhos cotovelos cabeça  pescoço quadris peito cintura
fazem no ar, e em suor,
a gente, eu e os eus, a gente arfa

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