sexta-feira, 22 de abril de 2016

o teatro mágico de klee

vejo uma cruz, vejo um dinossauro,
as arqueologias tem suas valências e os valores, dizem que
cobre não é ouro, e recobre, e ore,

vejo um leão, vejo uma mão
contra o peito, ataque cardíaco?, respiração em crise, o ar
não basta, e é violeta, o leão de pé, tão liminar, real e ainda assim não,

vejo que há um olho, vejo substituições,
luas, arcos, sementes, a flecha vem da terra e está ausente, mas intuída,
os brilhos são discretos como focos confusos, nada de horas, nada de fusos,

vejo uma seta, vejo um ciclope,
odisseu passa perto? se perde com as sereias?
um búfalo imaginado, uma estrela torcida, quais

flores, palcos,
contorceres de sentidos fazem os reais?



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