sábado, 5 de março de 2016

é pelas bitucas neles

faces minhas que se derretem
fases
falésias das quebras dos sonhos
adormecida, cinderela cantarola,
sonetos de navios distantes e bolas,
cravo tocando para a diva pop
e diferentes maneiras de fazer um poop
e as fictions, ah!, as fictions, essas
seguem bem largas espaçosas e com olhares
e piscadelas matreiras e dengosas, fases minhas que se
derretem, suspense, cinema,
silêncio,
o baile longo eterno pelos corredores dos museus, a procissão
à santa puta madre eterna protetora de todos os perdidos
e guardadora dos segredos sujos, e a santa
puta madre
eterna
abençoa nossas cabeças cheias de ideias e leros e rolos e trelas e
caracóis, nossos caracóis se entrelaçam se perdem uns
nos outros
e em cada
canção que se faz, um reclame, um maldizer, uma ladainha,
me dá linha, me dá rima, me dá fuso, me dá brocal,
signos, gaiolas, gemidos, amoras,
sensações perdidas nos cantos das esquinas e dos becos
e a lua altiva no céu a desnudar nossas intenções e fazendo
o rolê ficar mais sincero, mais real, mais
alguma coisa qualquer que forte e sacana
é pelos reflexos de si nas poças d'águas, almas vagas,
é pelas bitucas neles, falésias
esquecidas, draga de resto,
drama de rosto,
rumo de rama,
rima, eu vim

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