segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

qual interpretação se ousa se tomar? destino em copos de licor, copos originalmente feitos para licor, mas contendo cachaça. rey de star wars, imperator furiosa de mad max, fronteiras, limites, possibilidades. as iridescências menores, pupilas levemente dilatadas.
a interpretação que se toma de assalto.
como se fosse aquele acidente de death proof, só que no lugar do stuntman mike, uma mina, a rihanna, e a força da imagem de uma mina rasgando uma mulher com um carro, ou várias.
não, não, não é nem um pouco isso. é o contrário.
riscos rugosos fazem contornos também.
topografias, alguém até poderia se arriscar a dizer.
e a medida que curvas sobem, descem, e tornam a subir, e depois a descer, e por vezes se encontram, às vezes por um período maior, noutras menor, e aí maior de novo, e noutras menor.
os subterrâneos estão sempre à espreita. os acentos, confusos, é como cavalgar sem sela.
de repente se tropeça naquele trauma de infância, naquele grito primal desencontrado e sem solução nem solubilidade no álcool, lembram daquela mina que misturou álcool com água e bebeu, e etc e tal.
a mesa é de madeira. e ainda assim, pensamos, nós nunca fomos árvores. e somos, não é engraçado? raízes e tudo e galhos e folhas. terei herdado pintas? ou só cânceres? quais gestos trespassaram sete gerações? curiosidades de saber a cor da trisavó.

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