sábado, 27 de fevereiro de 2016

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

qual interpretação se ousa se tomar? destino em copos de licor, copos originalmente feitos para licor, mas contendo cachaça. rey de star wars, imperator furiosa de mad max, fronteiras, limites, possibilidades. as iridescências menores, pupilas levemente dilatadas.
a interpretação que se toma de assalto.
como se fosse aquele acidente de death proof, só que no lugar do stuntman mike, uma mina, a rihanna, e a força da imagem de uma mina rasgando uma mulher com um carro, ou várias.
não, não, não é nem um pouco isso. é o contrário.
riscos rugosos fazem contornos também.
topografias, alguém até poderia se arriscar a dizer.
e a medida que curvas sobem, descem, e tornam a subir, e depois a descer, e por vezes se encontram, às vezes por um período maior, noutras menor, e aí maior de novo, e noutras menor.
os subterrâneos estão sempre à espreita. os acentos, confusos, é como cavalgar sem sela.
de repente se tropeça naquele trauma de infância, naquele grito primal desencontrado e sem solução nem solubilidade no álcool, lembram daquela mina que misturou álcool com água e bebeu, e etc e tal.
a mesa é de madeira. e ainda assim, pensamos, nós nunca fomos árvores. e somos, não é engraçado? raízes e tudo e galhos e folhas. terei herdado pintas? ou só cânceres? quais gestos trespassaram sete gerações? curiosidades de saber a cor da trisavó.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

tons de azul

o muro, o rumo, o muro,
corpos de bacon, tinta vermelha,
devir acontecimento, devir rasgo,
uma cama pode conter meu corpo em espasmo,
mas jamais a potência crua

vago sigo sua pele, recordo
subversão da pintura em tinta, manchas
espalhadas uma ou duas ou três, é
todo o caminho que alucina

pode ser simples pode ser mais simples
pode ser mais simples ainda estamos à deriva
e cantamos em outras línguas

móveis
flutuam pela sala

tons de azul

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

facebookear
rilke
daniela andrade
carmen carrera
pj harvey
dunphy, pritchett, delgado, tucker,

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

trêmula (ou tremulante)

eu estou feliz só de cantarolar, sweetie
não preciso de viver
todas as paroles imaginadas
e factrais semi-abertos
semi-astrais

nunca soaram as cores
e nem nunca o arco-íris foram dois,
mas não é disso que todos falam, sweetie?
não é disso, darling?

e estou feliz só de cantarolar e
a violência se insinua até nessas coisas