quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

o rei está morto, vida longa ao rei

não tenho muitas questões, por ora, já as acumulei numa grande caixa, pedacinhos de papel, minúsculos, a água borrou boa parte, mas ainda é resquício de lembrança, e resquício de lembrança também é lembrança. gostaria de dizer que estou sempre com o forno pronto, colocando novos tijolos, e depois com eles feitos, montando os pequenos muros, e talvez seja verdade mesmo. pequenos a ponto de que vejo o que tem fora, mas se subir em cima não vejo muito longe. pequenos a ponto de que, pequenos, mas ainda muros, geralmente alguém fica do lado de fora. pequenos a ponto de que muitas vezes eu tropeço neles ao tentar sair, por esquecer, por não ver. igual quando estourei meu mindinho esse ano. meu cabelo, grandinho, de um tamanho que não esteve há muitos anos. as vontades. cabelo azul, tatuagem, nada disso. as dúvidas. eu tenho sim algumas questões, por ora, é só investigar um pouquinho, lupa na mão e olhar reentrâncias, olaaaar. estava tudo mais ou menos bem. no geral, acho que foi tudo mais ou menos bem. não posso negar os belos momentos. eu não queria reclamar de novo. tudo bem. tanta gente linda, tantos momentos. viva o que acaba, viva o que se inicia.

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