domingo, 1 de novembro de 2015

true love will find you in the end

tudo começou no escuro
e palavras que seriam encontro não se
completam
[pombos-correios que enviados, dominando os céus,
de repente, transformam-se em chuva de penas
e ninguém
sabe explicar bem o porquê], mas

buscamos luzes em uma loja de velas,
buscamos
luzes ao abrir buracos para abrir
janelas

eu quero nadar, eu quero
sentir que minha pele está úmida, eu
quero espantar a secura que
os dias teimam em oferecer, escapar,
eu quero

você,

você, estou com plásticos bolhas,
estourando, a mim, às bolhas, fazer barulho
é um jeito de ser menos só, a
música passa
mais rápido do que gostaríamos e sonho
que você
a ouve também,

[você, te procuro nas ruas,
em livros,
sem jamais saber se

descaminhos os nossos se tornam
tangentes
as gentes
são tantas ao redor que tenho medo e
de elevadores, e de viver, e meu melhor amigo se chama
rivotril]

a vela não precisou ir até o fim de seu
pavio

[ninguém me viu]

do buraco que abri, te vi e segui

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