sábado, 21 de novembro de 2015

prazeres(?) iluminados

(feita de vento, de ar, feita de mar,
ausente qualquer
amor,
não, sua mão, sua barba, sua pretensa
ternura, não me consola de meu pavor, não te ponhas
acima de mim assim, coloca-te
ao meu nível e
doa comigo)

(furos-rasgos,
ausências-frestas,)
frutos-bagos,
(         -arestas)

festas, festas, festas,
festivais, na manhã estival
essa meia-luz confusa

(o
totem
descabe penas)

(uma mão
tenta segurar a outra
com a faca suja
de
sangue)

(seria/é
um abraço ou
se empurram?
,)
são/seriam
dois homens?
o que são os homens?
(suas sombras se fundem)
não se fundem todas as sombras?

(ele)
o que é um ele?
(esconde seu rosto ou
se afunda na sombra? e na sombra ele
encontra um buraco? uma
possibilidade?)
não há possibilidades, somente há

(risos confusos,
juba, laranja e azul,
nuvens perto no céu)

(um navio navega pela parede
que é outro céu)
quantos são os céus, céus!

lá no fundo azul, no fundo do azul,
no azul,
pode haver, e pela fresta, até se vê a rocha

no meio do caminho tinha

(é um pobre fantasma
e o homem cruel
quer botá-lo no canto
quer lhe mostrar onde fique)
ninguém sabe o que fazer dos mortos,
quanto mais dos vivos

(e em suas bicicletas os homens)
só podem ser homens... só podem!
(seguem prontos pra se chocar de frente
e com delicados ovos em suas cabeças
e suas barbas tão sérias)

os homens.
eles acreditam mesmo em seus ovos em suas cabeças

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