domingo, 6 de setembro de 2015

súmula b12

_sete mil e quatro, trezentos e quarenta e sete. pronto, está dividida, a parte minha e sua.

os inícios já foram tantos, de tantos modos, e eu percebo que algo no fundo pode significar um pedaço de uma ultra coisa, que remete a uma outra, e uma outra, e uma outra, sem fazer loop, mas querendo fazer loop,

_o espetáculo é um conto triste. duas russas, ruivas, que se odeiam desde a infância. mas fingem serem amigas.

_pfff! que falta de sororidade.

_pelo contrário, mulheres poderosíssimas que só calham de ser rivais.

as imagens nunca são a exata representação do acaso, e as que pedem ser certamente bêbadas estão. tombando pelas ruas de bogotá.

bodas que são enlaces que são torçuras que são prometos
sempre é algum início.

o que não se passa na frente da praia de um longo dia e de um longo amanhã, jangada ali ancorada, pele tostada, e alma por vezes vazia?

_ infelizmente todos acabamos com sangue nas mãos.
_ é catchup.
_ escolher uma fada de asa violeta ao invés de outra cor diz muitas coisas sobre você.
_ diz?
_ diz, a primeira é que se você tiver que escolher a cor de asas de uma fada, você escolhe violeta. provavelmente você gosta dessa cor,
nas asas
de uma fada.

rios de nada,
rios de gemada.

_ o retorno ao útero é uma teoria muito verdadeira.
_ concordo.

escreveram-se longas cartas com muitas palavras. devaneios. desvarios. sintomas. delírios, tremores e todo o cha cha cha. sim, compuseram boleros, sim. sim, certamente, falaram da lua. está bela a lua hoje também como sempre estava para eles, ainda que por vezes ignota. diziam que a lua era o sinal.

_quantos zeros cabem numa página?
_cada zero de um tamanho, muitos zeros, certamente.

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