domingo, 6 de setembro de 2015

semanas passadas

tirésias, velha sábia, conhecia os jeitos do amor.
sinais nas plantações, sinais nas calçadas,
sinais em todos os cantos e redes de amor tecidas
pigmentos no céu de dias cinzentos e frios

nas minas de mim de minas
cavar sem parar, sem diamante pra achar

tudo que você toca
que te toca
até aquilo que nem provoca
vira espelho

ninguém pode te chamar de midas

minas minas minas
midas

vira, vira mesmo,
ou sempre foi?
à esquerda, á direita,
deixe um pouco pra depois.

semanas passadas nos chalés das montanhas
e se toupeiras fôssemos, abaixo das terras
também, ou ainda se anões, se isso fosse
fantasia medieval numa mesa de erre pê gê

gaivotas
também
voam ao contrário
de cabeça para baixo
será?

é a tensão que mantém as linhas presas, e a
torção que você aplicou nos lençóis enrolados
com certeza pode nos tirar daqui, isto é,
se guardas não nos pegarem pelo caminho afora

essa tempestade
parece
uma explosão constante

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