quinta-feira, 27 de agosto de 2015

é uma coisa um tanto quanto curiosa as conexões que estabelecemos. entre pessoas, entre coisas. essa algo magia que faz com que possamos sentir, de alguma forma, empatia. e compaixão. e compartilhar então a dor, ou a alegria, de outra pessoa, de uma pessoa com a qual nos conectamos. ou como quando alguém ao nosso lado está com raiva isso pode nos afetar. não, não somos bolhas. e assistir sense 8 dá essa sensação de uma forma aguçada. faz pensar também nos mundos das possibilidades e das criatividades, e das histórias e personagens que envolvem nossas vidas. e, relaciono coisas, vi recentemente uma tirinha que tratava das distopias mais famosas de orwell e huxley, ou alguns diriam "previsões". e em huxley tem o soma, né? que atordoa, é isso? não lembro tão bem. e é essa dualidade da arte, ou do entretenimento. quer dizer, não sei se o entretenimento tem essa capacidade de mobilizar mudanças na vida. mudanças profundas, superficiais. mas me fez pensar no quanto acabamos sendo egocentrados, e acomodados, e viciados em prazer, né? como diz a tirinha. e que ficamos nessa, e não mudamos o mundo. opa, tá, que eu fico nessa. a mania de que minhas reflexões mais gerais caiam no âmbito pessoal... o que eu queria dizer, uma das coisas que queria dizer, é que essas conexões são lindas, e também é o amor, mas que sinto tudo menos. não sei se é pelos medicamentos que tomo para tratar do transtorno bipolar, não sei se é pelo trauma do surto psicótico que já vivi e que isso me fez de alguma forma me colocar na minha bolha. já foi tudo diferente. talvez seja só envelhecer. minha intenção aqui é de alguma forma me relembrar, e fazer uma ode a essas conexões, especialmente às conexões entre pessoas. mas também me sentir grato por estabelecer conexões entre coisas. e por sentir sede, e viver experiências. e sentir fome. e sono. e vontade de trepar. e raiva também. e os percursos pra se lidar com cada uma dessas situações. e por sentir amor. novas conexões são revolucionárias, mas são humanas, e algo no humano é sempre revolucionário: o mundo das possibilidades.

sentir isso, pensar isso, viver isso que aqui tá escrito é algo angustiante, e algo dá vontade de gritar. talvez também porque a tevê na sala fala do jogo do flamengo com o vasco e minha mãe acabou de me perguntar se não quero almoçar.

essas coisas difusas, esses sentimentos, esses momentos, essas coisas. não dá vontade de largar delas. e são cada vez mais raras na minha vida, e isso é triste.

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