quarta-feira, 10 de junho de 2015

você sol

persigo-te pelas vias
labirinto
não-você
teu avesso
casca oca

a carne tem fome
seu véu escorre

derretendo-se
bem aos poucos
caudalosa, mas delicada
desforme e etérea

desforra!
sessenta segundos
de brindes tontejantes

tanajuras
voam enquanto teu não-amor
me surra, escrevente

dos caminhos, um jardim:
em seu centro
prêmio recôndito
exceto que,

fita de moebius, voilá:
fora, estou novamente aqui.

oca casca
não-eu
osso osso osseva torso
larva larva ojesed lava
algo houve, voou

asas de cera as minhas, e você sol
(atenta-te, luís catorze)
(você rainha, luíz catorze nadinha)

você sol
você sol
você sol
você tão quente e sol

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