terça-feira, 2 de junho de 2015

territórios

olhe para mim
fixamente
enquanto movo meu braço

se posso
te hipnotizar tal qual
mexer de flauta,
você serpente

de repente
eu então recolho-me
semente
virá o tempo e floro

seu olhar em mim
fótons que jorro

como
um grão pipoca:
tronco, galhos, raízes.

a fronteira
linha imaginária que ninguém toca
separa meu corpo do teu

escavaremos, deixaremos correr água,
inventaremos um rio.

e longe saberão onde
o teu tu começa e
o meu eu finda

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