quinta-feira, 28 de maio de 2015

língua presa

i
enrodeio-me,
dou voltas em torno do
mesmo-mim,

que sequer mesmo,
que sequer mim,

que por vezes se quer,
que mais vezes qual quer,

ii
em roda
meus requerimentos por escrito,
e códigos de lei
que não as compreendo

iii
e me comprimo para caber
e, ainda assim, devasso,
esparramo espasmos
circularmente expoente

iv
cálculo preso
que sai rasgando

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