quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

dancing with the moon

todo dia escrevia nomes na parede e todo dia no fim do dia pintava a parede com uma cor diferente de modo que os nomes não se registravam, eram novos nomes a cada dia que ela tirava de uma caixinha na qual tinha registrado muitos nomes, personagens principalmente, e escrever seus nomes era uma forma de negar que eles pudessem ser esquecidos, e pintar a parede depois era uma forma de fazer com que fossem esquecidos, e o poder do lembrar e do esquecer era como o acender de um holofote forte no meio do palco. e, por óbvio, apagá-lo. a vida não tem cortinas, nem holofotes, mas ninguém está pensando na vida.

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