quarta-feira, 16 de outubro de 2013

não? sou travestj

não sou travesti, uma tela não pipoca em minha cara a cada nova emoção, tenho controle do teclado, as coisas acontecem, uma canção toca, o amanhecer ele mesmo continuará a acontecer lá fora como todo santo dia, eu caminhei pela rua mais cedo e fazia sol, mas hoje é um dia cinzento, as outras pessoas, os filmes, eles vivem outras emoções, eu pareço que vejo pelo aquário, o que haveria de ser um caralho agora, o que haveria de ser um abraço, um respiro, o que haveria de ser uma carona que me tirasse dessa confusão, nota cinco para essa confusão, escala cinco de cinco, se meu celular vibrar eu vou senti-lo embaixo de minha perna, eu queria escrever outra história, tenho sono tenho varjos motjvos para fazer com que nada aconteça, não sou travestj, não sou sol, não sou nada, eu sou, a luz, a decomposição, o segredo, o sonho, o assíndeto, a rima feia, eu querja ser um travestj, eu querja a decomposjção a luz o segredo o tudo o nada o talvez, eu querja ser uma artjsta brasjlejra negra, qual a história dessa geração, das outras, quais piadas conseguiria ser, suzana descia para baixo do bloco sozinha e só de salto alto vermelho, sedenta que algo a tomasse, suzana era só metáfora e incompreensão, e a cidade jazia lá fora, cadavérica, sedenta, amarelada, o cinzeiro transborda, ah se tudo desaparecesse, caralho amarelado, indigno, inválido, sua mãe quando te pariu falou aff!, foi um segredo, foi apenas um segredo, foi um entreolhar, foi o saber digno de tal julgamento, foi o furar o ouvido metaforicamente, foi o mão de vaca no canto do ouvido, aquele metafórico que se ouve no canto do ouvido, daquele que diz que você não entrega, não gasta, não estoura, marília pêra, eu dedico isso a ela, meu reino a ela, seus olhares ternos e doces, seu jeito sempre insano e entregue, quem sou eu quem és tu quem é você, ah marília pêra, não sou sol, não sou travesti, não rastejo pelos cantos, mas sonho sim e sempre sonhos futturos fellinianos, gosto de pensar maitê proença também, e bruna lombardi, essas minas bacanas aí, futturos fellinianos, com belmondo, com michael pitt, a gente troca olhares no fim da noite, se entende, sorri, se lembra, se afaga, no fim da noite, eu desesqueço, eu faço você em mim, eu não sei o que é essa terapja, eu não sou travestj, o que acontece no fim de cada noite, que latrjna que fico esquecjdo repleto, que ou desquecjdo e crjsantêmo, árabe, perseguido, atormentado, o calabouço correndo o canto dos dedos, a boca tomada de terra, até que broto novo, mais forte, e que me devore uma bela borboleta, sim, que seguirei voando, eis que sou travestj?

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