segunda-feira, 28 de outubro de 2013

morte do lou hoje, do meu tio essa semana

me deu uma tristeza grande, que ainda perdura, com a morte do lou reed. a morte é triste mesmo, porra. essa semana houve uma perda na minha família, uma pessoa muito amada, e eu vi tanta dor. fiquei pensando nessa coisa de que as pessoas passam, deixam marcas, deixam rastros do que fizeram. tanto meu tio, como o lou.

e à medida de que agradeço o lou pelo que ele existiu, e lembro da minha tia marta fazendo o mesmo quanto ao meu tio, eu não consigo pensar com inevitabilidade sobre como as coisas. é. no futuro do presente do indicativo e do subjuntivo.

o poder das coisas, o ser, o estar das coisas, o mal-estar delas, os atropelos, os desencontros, as palavras impensadas, as mal-escritas, as omitidas, são só palavras rodando na cabeça. às vezes alguém faz delas algo legal & interessante & bacana, e aí parece menos doloroso que as coisas sejam. veja bem, as coisas, bem, são esferas de metais pontiagudas, afiadíssimas, mil pontas ou mais. fica um pouco menos doloroso, sim.

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