sexta-feira, 23 de agosto de 2013

dancei genial

e naquela noite dancei genial
e tudo que tive que fazer era
observar e deixar fluir

como um simultâneo siamês
como um contínuo simbiótico
como amalgama
como liga

conexões que fiz dos dedos dos pés
aos caracóis da cabeça

o chão sob mim e eu na
medida do contato do chão sobre mim

(como se sendo enterrado,
pela pungência do próximo passo)

ao dançar você é deriva você é futuro em gesto
você é prenhe de os luzires muitos e moedas coloridas

ao dançar você o move mundo
do seu em você
aos seus dos ares

e eu me via, deixava de me ver,
e era o gesto a percorrer
o traçado que se fizesse fazer

e
ir
tombando

pelo
percurso

esco
-rre-
gan
do

nos

pa
-ssos-

to
dos

com
gra
ça

com
le
ve
za