quarta-feira, 10 de julho de 2013

politilírio

por uma conjunção
que institua regimento
da ausência das regras e de qualquer

regulamento de descabimento, disjunção, fosso
profundo e cheiroso,
mistura de chá de rosas, de sangue, de prosa,

por uma empunhadura
a fazer articulações
serem melódicas, serem ortopédicas,

em agressividade cor de anis
e suas vozes portadoras de vozes
que são portadoras de vozes e de vozes

que os povos dentro dos poros
com suas rebeliões multifocais
belas, translúcidas, e genéticas

de quaisquer raízes,
de janelas quebradas, de incêndios,
cataclismas,

por um estouro,
por fogos de artifícios,
por artifícios que se fundissem falanges,

por fungos que deixem demente,
por minha mãezinha eterna nas nuvens!,
pelo regimento da infantaria catorze!

todos tirar íamos as vestes
e feita seria uma fogueira de vestes
e dança seria em torno desnudos

descer iriam então sete batmans
cada um de uma cor do arco-íris
dos céus, piruetas, performáticos

cometas que afundem a terra
poços translúcidos cadentes
de esturpor de espanto de fome,

essa seria a quadratura
das posturas gestos & políticas
de nossos ossos e carnes

e pela manhã pescar,
logo depois, foder, então cozinhar,
ler, cantar, trepar, dormir, sonhar, explodir

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