segunda-feira, 10 de junho de 2013

elefante

um ritmo de ir e vir, uma cadência quase descontrole,
um elefante pisa forte e sua tromba vai de um lado a outro,
um movimento de para frente, ou para trás,
e onde a gente chega andando assim diz aí, por favor,

tem um carro andando bem rápido pela rua eu sou ele 
ele reflete nos vitrais da cidade louca, 
e eu sou o carro rápido e 
louco, tão rápidos são meus reflexos nos vitrais loucos, reflexos loucos,

e entra o momento som, 

e vem fazendo derreter, 

como um sol, como um jorro, como um ápice, 
jarro quebrado, leite escorrendo a mesa, frutas começam a flutuar, só não toque o chão, se segure, mais um pouco,

hastes sobem do solo querendo tocar o céu, alguma coisa que vem de longe e por isso já cansada, por isso respira forte, e segue perfurando as camadas que tiver que perfurar para fazer chegar, 

à busca de, 
queremos, 
combustível, 

que venha uma onda e derrube tudo, 

e escada abaixo, 
eu vou te olhar com meu olho louco, 
vou apertar seu rosto, 
eu vou estar louco,
e você saberá, 

balance a cabeça para um sim,
balance a cabeça e tudo balança, com ir e vir, não balança, 
o olho fixa pra se manter, vontade de montanhas russas explica bem, pois então, agora vem a queda, sim, derramado,

eu só preciso do meu sangue, do meu corpo sólido, e de minha alma firme, e como ficando tímido, aos poucos desapareço ao som de ameaças. escadas 
e cadillac:
uma casa para minhas palavras,
garotas,
serem.

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