sábado, 26 de janeiro de 2013

men hunt on

toca um jazz em
manhattan e corro pelas ruas persigo
caralhos negros volitantes,

os traçados são desencontros são
desencontros coloridos para alegrar o patuá

nosso de cada dia, nos dai hoje,
as moças são bonitas são loiras negras amarelas azuis,
elas devem ser de marte elas falam coisas que não compreendo
elas cantam em línguas elas são deusas por aqui as moças

e suas bocetas mágicas
enchem o mundo de filhos um dia
menos as estéreis, que essas ficam bem mas não vão parir.

todas elas, todas elas podem te matar e não é verdade
não é verdade que elas tem inveja de caralhos, eu que
persigo caralhos pelas ruas de manhattan e agora eles são pequenos
e amarelos,

eu não sou um aborígene, não sei qual é minha tribo,
eles vão me fazer melhor, mais completo,
eu sou aquele moleque obcecado que só sabe fazer desenhos de caralhos pulsando,

os traçados são rejuntes de azulejos,
tem um prédio mais ao fundo da imagem e estou vestido
com as roupas de meus ancestrais,
eles tinham tribo, serão mesmo os meus ancestrais?
eu não sei bem qual é minha tribo.

tudo passa muito veloz.
tem uma mulher com cabeça de cabra.
as mulheres são seres belos que uma vez por mês
podem pintar minha cara com seu sangue.

eu sou uma coisa tão branca agora,
eu sou tipo um não, só que um não nem é tão branco,
então eu sou um não muito branco.

e você pode pintar minha cara com seu sangue, judite,
você não precisa cortar minha cabeça fora.
mas se você quiser, bem, não serei eu que vou reclamar
a minha própria cabeça, numa tijela, saia amarela,
sol azul lindo brilhante

tudo girava muito rápido
tudo girava muuuuuito rápido
leia, novamente, mas mais lento:
tuuudo giraaavaa muuuuuito ráaaapido,
e agora, normal,
mas eu nunca soube meu nome, jazz,
eu nunca soube meu nome, jazz.

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