quarta-feira, 3 de agosto de 2011

sobre curitiba (e mais mile coisas ou só mais umas sete, sei lá)

porque é preciso registrar. enfiei essa na cabeça há uns mi tempos. e sempre vai o registro manchado mesmo. "conta suas férias aí", e eu contei a vivência delas, o desenho delas, e não elas, as mesmas. que fato-fato-fato que registro, pura e simples, existe exatamente assim não. e a graça toda muita talvez seja desenhar de novo o que já se viu. às vezes, mais ou menos próximo do modelo original. às vezes, gritando a diferença toda. ou o ímpar olhar e ângulo. vamos lá.

esperávamos todos um frio maior, talvez de doer os ossos. e talvez quiséssemos também mais coisas que fizessem querer gritar, talvez também. olhar prédios diferentes e árvores diferentes sempre tem uma graça específica. as fotos ficam como provas de um crime, quer feito ou não, pela mera intenção de: querer mais tão mais. como que se fosse a passagem de um trem na qual se entra e vai. ou um trem que passa sobre nós.

as árvores diferentes, as gentes diferentes, e o conhecer mais a si quase louco do que a cidade mesmo. ou conhecer mais os outros seus próximos quase-loucos ou quase-eles-mesmos-muito do que outra cidade mesmo. o alheamento que me toma estar fora dos regulares de si, das regras de si do sempre, e coisas assim, e se ver de outros jeitos-maneiras. e
o
tal
do
querer
mais.

morar aqui pareceria bacana. achar livros bonitos, ver belezas surpreendentes, desenvolver novos gostos, novos medos, novas vontades. foi como ter vestes novas de si. se embelezar com outros tons. é isso que agora me soa. é isso que as viagens pedem.

poesias das esquinas não vividas, também, e além

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