quarta-feira, 8 de junho de 2011

da pele

nesses últimos dias, acho que dez ou mais, estive num certo hold. muito do que eu estive fazendo/sendo durante um certo período deu uma revirada. e eu me vi em praias de mim por deveras familiares, mas já incomodamente familiares. aí que começa o curioso da coisa. a sensação que eu tinha é que a onda que antes já me puxou e me fazia afogar (não no campo semântico do deleite, mas no do desespero) não tinha mais o muito efeito. ainda assim, ao invés de sair da praia, eu ficava ali e as ondas batendo e eu me moendo sem me mover.

eis que acabei por dar uma sacudida na areia toda e saindo de lá. mas hoje me peguei com a cabeça em movimentos analíticos que me levariam fácil fácil prum niilismo negativo. vou não, quero não, posso não, eu eu eu não deixa não.

(ainda nas praias, que estive pensando mais cedo hoje se eu queria sombra pra fugir do sol escaldante, ou se pá ficar moreno de leve, ou sem-cuidado ficar com a pele vermelha-ardendo)

resolvi escrever isso aqui e publicizar sei lá bem porque. mas tantas as vezes que não precisei dar motivos pro que faço, isso fica mais uma dessas. me acalenta saber que não é por necessidade, e sim por luxo. no melhor espírito SOU-RICAAAAA, vou dizer que só de luxos que quero viver.

bom, contudo, ainda assim, e mais ainda. é preciso seguir sem temer. onde as ondas levem. lá vejo o que faço. na medida do conforto, ou do almejado, e é bem isso.

Um comentário:

Felipe Baptista disse...

Trocar a necessidade por luxo, por mais contra-senso que essa afirmação possa ser, parece ser talvez a coisa mais sábia em alguns momentos que alguém sabe e quer fazer.