quarta-feira, 8 de junho de 2011

com hume em deleuze (e um contra, se pá, no final)

e é por estabelecermos simpatias que damos tiros nos outros, e logo nos pés: pela parcialidade. e só nas simpatias que somos. e é na integração das simpatias que seguimos. mas ainda assim, de início, a parcialidade: inevitável tiro no pé da idéia de homem enquanto projeto grupal amplo. o a-longo-prazo será sempre alguma merda assim, e é essa nossa origem também. não é à toa que tantos se refugiam em suas famílias ou num casal ou num grupo de amigos. não é à toa mesmo. grande fraternidade dos homens fica sempre meio "my-ass!" assim.

(mas se a idéia aqui posta de homem tem origem política e consequência também, é possível uma subversão que estabeleça a ideia de comunidade como um à priori, e não as idéias de contiguidade e semelhança. ah-sim, foi isso que o durk fez. saquei.)

(hmmm... mas o durk resvala num probleminha fofo de colocar elementos não integrados como anômicos. que é um problema por partir eminentemente da noção de uma maioria que constrói discurso sobre o que deve ser a maioria adequada e funcional. a lógica fica num quase utilitarismo.)

(é possível uma saída? nem voluntarismo, nem utilitarismo. mas o que? minha cabeça tá cansada. se pá voltar a isso depois. se não também, beleza.)

2 comentários:

Felipe Baptista disse...

A saída, ao meu ver, para tal fato é o reconhecimento por realização da inevitabilidade do tiro no pé que nos damos. E a partir daí...

beto,,, disse...

é que a própria lógica do tiro no pé pode se pedir a ser subvertida se pá... não sei. cabe eu viajar nisso depois.