sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ah!, Gregorovius...

Ah!, Gregorovius... Diga-me lá! Porque Julio não escreveu sobre você e sim sobre o chato do Oliveira, sempre louco pelos padrõesnãopadrõesloucuraquesãopadrões & quetantodeordemqueviraloucura, porque? Eu também aqui queria com suas histórias ter tido três ou mais lugares de nascimento diferentes. Dos velhos-austro-húngaros, da lua redonda ou de só uma glasgow qualquer e um abandono. Se sim a nossa história, Ossip, é ser deixado e se virar, que eu muito bem precisaria ler você e virar você enfim. Também quero três mães, que é bem o mesmo de não ter realmente nenhuma, que sabe-se lá qual é uma e o que é uma. Uma, uma, uma. Uma seria feiticeira, oh sim!, é inegável. Outra deveria ser uma pianista fria rígida bergmaniana. Es muss sein. A outra seria uma moça louca perdida nas ruas, e só essa eu saberia onde vive: em Praga, pois oh!-sem-dúvida!, toda kafkeana, e em negação, montando as coleções do impossível, juntando um urso de pelúcia ao lado de uma garrafa de vinho semiquebrada. Sim, Ossip, também viverei de mesada. Ou de ar & luz. Um beijo pra você que já morreu, mas nunca vai morrer. Que faz tempo já, né? Debulha Paris para sempre por nós, que eu te intuo nas linhas todas que não ditas.

Um comentário:

Léo Tavares disse...

puxa vida... lindo, lindíssimo.