segunda-feira, 25 de abril de 2011

tudo e todos

meu eu que era
corpo
prostrado
em lençóis de enfermaria
brancos

próxima à direita uma
tina
água
límpida não era deus pai todo
poderoso

e ao alcance da
mão
cansada
com um pano já um tanto
gasto

anos que não vejo
alguém
mesmo
que uma pobre velha
dama

olhos pro lado de
fora
enquanto
crescente vai a noite vai rugindo
azul

oh que cadê você
aqui
somente
se couber um resto que seja
doce

oh que não sei
você
premente
nem que um mais
apelo