segunda-feira, 18 de abril de 2011

Tábula Russa

Vou tomar um chá,
vou dar uma bola,
vou sei lá o quê;

Se tu quer, vem, que eu tou aberto,
assim, braços, as pernas,
a boca,
mesmo que calado,
e com um sorriso
cínico.

Deixei o que era em mim
claro
abandonado no piche.

Mas vem cá,
senta do lado,
tranquilo,
escuta uma música,
A gente ainda pode rir do céu azul.

Tenta não precisar de mim,
que eu tou tentando não
precisar de você.
Pra variar e amém,
que essa ladainha é sempre
a
mesma.

Ou nem tanto,
ou quase muito,
fio de cabelo no papel
que é risco
que é fio
que é risco
que é fio.

De uma partícula-onda
fiz um bordado
de ouro e pedrinha
vermelha.

Não acho que precise
ainda pensar se
acesa há
uma centelha.

Mas fica comigo,
se rolar.

Que tônus faz
meu dedo em riste
pra isso tudo?

Que tônica faz
meus dedos em teste
pra isso tudo
escorrendo deles...

Que tanto de calor
é preciso
pra aquecer
uma noite
como essa?

Talvez,
seja bem melhor
tremer até
estourar.

Mas vou estar sorrindo pra você,
porque te amo.

(e dentro de mim,
a menina pediu dinheiro antes mas
acendeu todos os fósforos que
tinha de vender e isso
é tão triste mas
é só ficção,
tolinho)

Nenhum comentário: