quinta-feira, 24 de março de 2011

lendo canetti em praga

1) oi galera, beleza? nesse climinha despretensioso que me assalta no mínimo uma vez ao ano, causado pela exposição a influências radioativas - referência torta ao japão, pobres eles - pobres nós também - estou aqui pra fazer uma narrativazinha do absurdo dessa existência que linguisticamente se organiza em palavras e num recorte pra lhes colocar um pouco de, quem sabe?, alegria na vida.

2) o japão, nossa lisboa moderna. fácil demais dizer. se não fossem os genocídios mais de três quase mil do século passado e sei lá quantos ainda não rolando agora.

3) me divertiu colocar esse título e de repente fazer tópicos, lembrando de uma moda antiga minha, quando eu só queria falar e deixar falar. aí fica assim mesmo.

4) praga é uma cidade estonteantemente bonita. e é tão bom ter amigos.

5) tive uma dor de cabeça filha da puta recentemente. valeu três neosaldinas. e a cabeça que não queria quietar, pensando em inglês, porra de multilinguismos, um quase trilíngue que com fé um dia vai misturar tudo. ou sem fé mesmo.

6)  o lugar tranquilo era uma espécie de um vazio todo sem luz. e era um vácuo também. ficava vindo: emptiness and void. e veio também a coisa de se lembrar recentemente desse teatro torto e do meu brother adrian-doutor-fausto. e da minha brother Mal em Inception, acreditanto que sim há algo melhor (e tendo vivido esse algo, pra piorar).

7) o teatro da miséria não cessa. he. rir das desgraças. não há nada mais engraçado que a infelicidade humana, ou algo assim, disse beckett, um fofo. eu vi seu túmulo em paris, meu querido, não era tão belo como o do cortázar e era quase esquecido, o que não me surpreende tanto já que quase todo mundo gosta de cronópios e quase ninguém gosta de cenários pós-apocalípticos.

8) um beijão

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