sexta-feira, 30 de abril de 2010

algo como um chão firme

olha, na medida que um pós-moderno niilista pode ser patriota, me considero um bocado. amo o brasil como se fosse o time de futebol que meus pais me ensinaram a gostar desde cedo e gosto disso. hoje vi também algo como "“Desde o reitor até o mais humilde funcionário, tínhamos a consciência de que estávamos fazendo a melhor universidade do país”" (http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=3239) sobre a fundação do curso de biblioteconomia na unb. tb tenho uns feelings assim a respeito de minha universidade.


é que é uma boa vestir uma camisa, torcer, querer melhor. sentir-se numa espécie de projeto. mesmo que seja pouco pensado o porque de se estar na onda. é quase pelo jogo. algo como espírito de rebanho maybe, uma talvez incoerência em relação ao resto. tranquilo, porque sou pós-moderno, na medida do sei lá o que essa porra significa já que significa tanta coisa diferente que perde o significado.


meu amor pelo meu país não é de cegos patriotas, ou de bestas militaristas, nem de nada disso. é um desejo de ver o país bem, de gostar das produções culturais, do poder da batucada, de paisagens, de molejo, de hardwork. tão não é cego e besta que não tenho nenhum problema com estrangerismo.


é que meu amor é guettotech total, polígamo e caótico. curte a mistureba meeesmo,  no estilo tropicalistas, uma bela feijoada com wurst, temaki e tabule. nem é exatamente antropofágico necessariamente, mas mais como um mosaico, na medida que um mosaico feito por mãos-brasis e assim antropofágico. acho gostosão.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

eu sabia que isso ia dar um samba

a história se repete como farsa ou como tragédia? nada!, como comédia bufa mesmo. aliás, se é pra pensar em gêneros, estou sendo algo impreciso: acho que tá mais pra uma barricciana. (pra quem não conhece, relativo à Alessandro Baricco, fofo.) aliás, como escrever isso pra ser pronunciado corretamente? odeio os problemas com S, C, Q e K da lingua portuguesa. ah, tem o Z também. última letra do alfabeto. haha. os fechamentos. a porta fechada abriu outras, a porta aberta fechou outras, como num mecanismo de válvulas, como numa brincadeira do tipo jogos mortais. não perdi pernas nem braço nem nada relevante além de um dente ou dois. mas nem faz diferença: nos sonhos sempre perco todos. eles são de vidro, não consigo segurar com eles nada, nem partir, nem rasgar, sob pena de perder as presas. é uma sina legal. meio minóica, penso, e o belíssimo toque de ouro. um midas às avessas. no no no drama, you don't want no drama. enfim, eu já imaginava que isso daria um samba, mas eu nunca soube se em tons maiores ou menores. mas falando em drama, eu rio no palco, sozinho, no final. sempre. é um riso desesperado, mas é sincero mesmo, porque é realmente engraçado. e o limite de algumas risadas e algumas tristezas é tão fininho... e é por isso que não sei direito que gênero que é. mas não é triste, isso sem dúvida. aliás, tem lá a sua tristeza, mas não, de forma alguma, poderia ser resumido em apenas um sentimento. e o que me faz pensar que tem algo ainda sobre isso a ser dito. talvez. até dá vontade de investigar essas coisas. vou sair por aí com lupa, luneta, câmera fotográfica, à procura de rastros e vestígios. vai ser, eventualmente, muito divertido. mas tem ter algum toque de comédia bufa!, ah sim!, mas também de risadas que deveriam ser silêncios, e que são silêncios. de expressões de dor marcadas por brincadeiras feitas com as mãos. de crescendos alternados com pianos. de algo engraçado e dolorido, mas mais engraçado que dolorido, mas sem pouca dor. sabe como?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

bom, contudo

queria dizer que o insight do dia é que a vida continua sendo muito gramatical. se eu chamo a vida de merda, ela é merda. se chamo de chata, ela é chata. e por aí vai.

(isso deve ter soado meio platônico, mas foda-se)

x

Mesmo que eu quisesse estar escrevendo mais acaba que não tá rolando. Me esqueço, e a vida tem sido algo como pouco transbordante. Eu tou fazendo isso dela, e sei lá porque. Vai ver é derivado do tédio. Eu não tou me sentindo exatamente mal com isso, não tão mal quanto antes ou qualquer coisa assim. Acho que o caminho é feito pelos pés, então estou ok. Leio menos, vejo menos filmes, assisto Gilmore Girls no pc e jogo pokémon que baixei por emulador. Sim, estou voltando aos catorze anos. Rs. Vamos lá.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

de sinais

Aquela onda. Você vê a constelação no céu e o que ela quer dizer para você? Ou é a estrela guia, alma gêmea, diabo a quatro. Ou apenas o cruzeiro do sol. Enfim o norte. Enfim.

recentemente mudei de senhas. achei isso muito significativo. eu estava com a mesma senha há, mais ou menos, dez anos. algo assim. aí, volta e meia quando vou digitar, automaticamente mando a antiga. é comum. é como um cacoete. acho que isso rola também com mudança de personalidade. pensei no paralelo. normalmente, sei lá, chuto a bola com a direita. quero aprender a chutar com a esquerda. ainda vou acabar chutando muito com a direita nos momentos de crise.

é que escrever a senha errada me fez sentir como se fosse um sinal. e eu me senti mais livre porque me vi de sobreplano, meio que por cima, e gostei do que vi. como o deus de mim mesmo. e senti que o amanhã a seiláoque pertence, um pouco na minha mão e um pouco pro caos.

mas na verdade o que mais queria dizer é o quanto pensar em termo de coisas como "é sintomático" me dá uma noiazinha na cabeça. sei lá. de repente você confundiu o nome do seu ex com o seu atual. é porque você ama seu ex? pode ser que. mas o que gosto de pensar é que a partir daí que faz a diferença: o que você vai "definir" da situação faz a situação.

enfim, tou ahazando na lya luft.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

lya luft feelings

tou sem caixa de som. meu amor me deixou (qual deles?). eu não quero balada hoje. a casa tá uma zona. eu lembro disso em meados de 2008. eu queria mais dinheiro. eu quero estagiar logo. o livro tá acabando e eu vou chorar. ele não é perfeito afinal. como se usam as vírgulas mesmo? amanhã tem show do moby. eu já ia brigar comigo mesmo por não escrever nada de útil mas acho isso bobagem. eu deixo as coisas doerem menos do que deveriam. será que a terapeuta da tati ia brigar comigo? ela diz que a gente deve sofrer o que a gente deve sofrer. essa frase me parece meio tautológica. e até epiléptica. não sei porque, mas me parece. soou bem no contexto, eu acho. arrasei no solífito. no solidifico. fiquei com medo dessas metáforas. se é que são. preciso ir pra academia. meu eu de 2008 olharia o de 2010 e desprezaria, eu acho. academia, porra?! que é o que de 2010 vai pensar de 2012? nossa, sou tãaaao uma caixinha de surpresas. rs. eu adoro minha auto-crítica. falando sério: é um dos traços de personalidades que tenho que mais aprecio. faz os outros rirem, me faz rir. afinal, rir é fundamental. arrasei citando lya luft.

terça-feira, 13 de abril de 2010

porque não sou tão foda

Acho que brinco de Nietzsche às avessas agora. Se em Ecce Homo o senhorito escreve porque sou tão foda, porque sou tão lindão, porque sou tão legal, porque meu pinto é tão grande, eu vou escrever porque sou medíocre. Rs. E sem dor nenhuma nisso. E dedico esse post à Lyanna, como se ela fosse minha interlocutora, sentada à minha frente no Fran's enquanto tomamos um matte cremoso - bem cremoso - e fumamos como chaminés. Taí, começo pelas metáforas óbvias e jargões. Eu não me esforço. Eu os uso a profusão. Eu me apóio em muletas, eu não sei andar sozinho. É como se eu fosse louco por jogos infantis de repetição e de costume. Me divirto. Quando encasqueto com uma palavra, uso a pobre até a exaustão. As mais recentes foram "curioso" e "interessante". Obsessivo, eu diria.

Bom, pra prosseguir, o outro me veio já pela Lyanna. Eu me miro demais nos grandes, mas sou muito pequeninho. E fofo. Rs. fico até tranquilo que tenha tanta beleza já no mundo - a pressão fica menor. Penso no Borges, e na historinha - ou não - de que ficou cego de tanto ler. Faz sentido. Era um monstro. Leu demais sobre tudo. Já eu, estou mais pra diletante de wikipédia e bom absorvedor de conversas e ou blogs e ou "textículos". Sou um diletante bem operante, penso. Com ideaizinhas legais ou bem legais ocasionalmente, mas nunca jamais conseguirei algo de vulto. E daí? Tou leve hoje. Tem tanta beleza já no mundo. Tudo bem que amanhã vou ter de novo meus sonhos de fazer um romance de 900 páginas que trace um panorama artístico polícito estético metafísico do Brasil para o Mundo como metáfora e etc, uma coisa cavalar a lá Thomas Mann. E daí? Me divirto comigo mesmo, diria. Um punheteiro.

Ah, e o terceiro, veio agora lendo Maiakóvski. Tou delirando com o moço. Amando loucamente. O jovenzinho russo, inflamado, grita contra os ego-futuristas. Ele era cubo-futurista. Posso estar chutando, diletantezando, tou até com preguissa de googlear, e a preguiça é tanta que vou deixar até a anterior errada mesmo, com dois S, mas suspeito que: os ego-futuristas fazem trabalho de linguagem auto-centrado. Já os cubo, digamos, costurando pra fora, falando da cidade e das outras vidas, ou seja, um pouco mais além do próprio umbigo. E lendo também O Resto É Ruído pensei o quanto é importante ter um "programa" literário, por assim dizer. O quanto a arte é também, ou muito é, luta. Contra o que? Sei lá. Depende. Mas saiba que é luta, saiba contra o que você está lutando, e lute. E pensei como estou longe dessa clareza comigo mesmo, com minha própria arte, e como Thomas Mann riria de mim dizendo que sou no máximo uma cabeça sensível, com uma sacada ou outra genial, mas sem grande vulto. Como o músico sacana que li hoje no conto "Luisinha".

Tudo bem que Maiakóvski, em outra poesia seguinte, escreve alguma coisa genial sobre o amor e a paixão que ele teve por uma fulana qualquer em paris, maaaas. Rs.

metáfora babaca

hoje queria tanto mas tanto comer burger king e tava fechado. fiquei tristão.

domingo, 11 de abril de 2010

Torturas

Toda vez que você derruba o copo da mesa no meio de um dia tenso e longo, ou já no fim dele, me pergunto. Dentro de você lá já havia o impulso prévio do ato? Seria como se cada mola do seu corpo, essa fantástica maquinaria de tropeços e soluços, e cada engrenagem, já se preparassem para consumar o ato. Assim como toda vez que você troca meu nome pelo de sua mãe - me pergunto, seria o costume ou alguma associação louca e profunda? E o que isso significa? Há mesmo um besouro dentro da caixa desenhada na qual dizem haver um?! E quando você me chuta à noite na cama, fico pensando se na verdade não queria estar sozinho com o colchão para si. E quando me xinga por ter esbarrado o mindinho no pé da mesa, mesmo que a culpa não seja minha, mesmo que talvez seja somente um mecanismo de liberar a raiva. Seria minha a culpa de você ter dor? Como é que as coisas se entrelaçam em tramas tão insondáveis? Quem teceu o que de mim em você e pra que? Fomos nós dois, um ou outro, nenhum dos dois, qualquer ser além de nós, todo o movimento dos carros e aviões e das pessoas do mundo, que é afinal? E se você precisava fazer algo, e que de repente me faria sofrer, e fez mesmo assim, foi porque você precisava fazer ou porque me queria ver sofrendo?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"Boy, you're gonna carry that weight a long time!"

E lendo o Resto é Ruído, recente aquisição de livro, descoberta com o queridíssimo Victor, o outro "dono" de meu apê (rs), esbarrei-me com alguma coisa que remete a outra. E é tão uma delícia isso. Quando do nada, se descobre, se deslumbra. Essa magia de sermos compostos por um bocado de coisas, e pelos espaços que deixamos abertos para que as pessoas nos entreguem algum pequeno pedaço delas mesmas. Pode ser um relicário, um altar, pode ser um pedaço de fita de cetim, um anel de coco, ou uma dica de livro. Charles Ives, compositor americano do início do século XX - do qual eu nunca tinha ouvido falar já que pra música erudita sou meio que uma ameba intelectual - diz em suas memórias que algo do seu ímpeto desbravador vinha do pai. O senhor George Ives, líder de banda, para ouvir uma cacofônica simultaneidade, e se deslumbrar, fez com que duas marchassem uma contra a outra. E eis que anos depois disso Baricco escreveu no belíssimo Mundos de Vidro uma cena "assaz" semelhante. E lindíssima. Me deslumbrei belamente e estou aqui um tanto embasbacado com essas coisas da vida. E que o querido Baricco me foi apresentado pela ainda mais querida Lyanna, que a ela chegou através do também querido Manoel, e paralelamente à Lyanna conheci o querido Victor, e viva o orkut e a internet e etc, e também xangô e buda e alá e etc, penso.

E mais cedo hoje eu comentava também com Victor como acho engraçado essas coisas: um dia especialmente bom, um humor correto, bem disposto, como que pronto pra enfrentar a vida com coragem e garbo - ah eu tou me sentindo meio que no hino nacional. E no decorrer do dia penso com algo de ridículo nos meus mil projetos literários que talvez um dia vão se materializar - ou não - e penso na delícia que viver às vezes é. E como parece arbitrário: os dias bons, os dias ruins, se sucedendo como sem controle. E claro, alguma causalidade tentamos por, é uma necessidade de controle que temos talvez. Somos senhores de nós ou não? Ou não. Ou sim. Talvez. Quem sabe. Pode ser que, quem sabe, hoje simplesmente meus hormônios estão ok. Ou pode ser pela boa companhia da noite anterior de queridos amigos, pode ser por ter enfim me decidido a comprar a bendita cama de casal. Talvez talvez. O inexplicável tem suas belezas. Adoro, hoje, meio que aterrorizado, essa cacofonia possível. E tão harmônica.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

i could love you, i could love you more

de vez em quando na madrugada alguma coisa que meio mil e uma noites meio torturas sádicas meio corpo de moleque e anos e anos de idade meio arrogância mal-travestida meio depois da virada da esquina você encontra uma árvore muito muito bonita e nela tem uma coruja que se chama acalento

terça-feira, 6 de abril de 2010

Francamente, Sr. Friedmann

Francamente, Sr. Friedmann, é preciso entender que assim um homem se sujeitar a uma mulher não é justo nem é direito. Sinceramente, Sr. Friedmann, não que todos nós também não tenhamos caído do berço ou algo assim em tenra idade, e desde então esse algo esquisito de desejo fica entranhando como que querendo um outro tombo. Mas não, Sr. Friedmann, assim não é direito. A lição da bigorna e do martelo, não sei se bem a compreende, mas que bem lhe faça. Não, Sr. Friedmann, não é no leito frio de um rio morno que encontrarás o que procura. Não, Sr. Friedmann, é o que me repito todos os dias.

Estocolmo, Por Favor

Ei, alguém o viu por aí? Alguém? É só um animal ferido, gente, não sei nos olhos ou nas patas ou na barriga, um pouco de tudo ao mesmo tempo e ao reverso, saia tropeçando pelos cantos e patinando pela terra. Sem lugar nenhum por aí. Outro dia, antes de dormir, coloquei meu travesseiro ao vento pra ver se tirava o cheiro. Vai precisar de uns vinte sóis, umas doze chuvas e mais um ou dois tornados para fazer efeito. Era um perfume tão forte, beirava o barato. Coisa de pet-shop. Era um garoto imenso e tonto, de um tamanhão retangular, sempre que passava esbarrava pelas portas. Não sei se já chegou em casa com asa ou bico quebrado. Coloquei leite quente na tijela por dias e dias na esperança de alguma coisa, um pouco de alguma coisa, ao mesmo tempo, e só obtive o reverso. Eu só queria algo para abraçar. Eu deveria ter comprado uma pelúcia, ou um casaco de pele. Acho que ele chegou em casa machucado, penso que até sangrava um pouco. Juro que o vi sangrando. Ou pode ser que, de repente, eu não saberia dizer, num dos cacos de vidro de janelas quebradas ou garrafas pelo chão. Que ele sempre trazia, como se fizesse uma coleção de restos naquele longo sobretudo. Todo dia sim dia não, principalmente em horas ímpares, deixava cair alguma coisa pela sala e eu ficava em absoluto terror. Nunca soube se eram deles, os pedaços, ou de coisas que ele juntava por aí, ou quando uma coisa virou outra e tudo que ele juntava por aí era parte dele. Como um frankenstein, como um pinóquio. Ei, ouça, teve até um dia quebrei os espelhos de susto, pois acho que o vi nos cantos. Teria sido no fundo de meus olhos? Seria só mais uma fantasia saída de uma mente tola e frívola, tremendamente tola e frívola, cheia de vinho e vazio? Teddy era meu amigo imaginário ou meu amante selvagem?, que me devorava nas noturnas noites. Ei, alguém o viu por aí?

sábado, 3 de abril de 2010

nanquim

Lourenço Mutarelli é um cara multi-uso e etc, que é tanto cartunista, como escritor, e tb ator, e etc. Mas peculiarmente reconhecido foi mesmo pela produção em quadrinhos. Eu já tinha ouvido falar dele há um tempo atrás, na época em que meu tesão por HQs era maior. Diz que usava o nanquim de seus desenhos para se defender, como fazem os polvos. Que puta frase bonita.

Hoje assisti O Cheiro do Ralo e esbarrei no Mutarelli novamente. E fiquei impressionado. Curioso para ler o livro, que é dele, e impressionado pela habilidade de cineasta do Heitor Dahlia, que fez o filme. E vendo o making off, sabendo que muito do fato do filme ter ficado tão foda tem a ver com a equipe, preciso também dizer que fiquei de cara com todo o trabalho de todo mundo. Tanto os cenários, como a beleza do tratamento de imagem, como o Selton Mello muitofoda, e por aí vai.

Achei muito curioso notar que as opiniões das pessoas envolvidas no filme, ao menos as que eu vi no making of, sobre a obra me soaram um pouco redutoras. Não que não seja de fato o que é, mas não sei, o que em linhas gerais eu queria dizer é que achei grande. Bastante, inclusive. Com uma coisa que meio que me lembrou tanto o existencialismo francês - que tenho começado a achar meio afrescalhado no mau sentido depois de ter lido o grande pai - como Dostoiévski (o grande pai que acabei de citar, rs). Principalmente esse último. E com tons de surtação levemente kafkeanos, mas sem pender para a espécie de surrealismo deste. Enfim, eu achei muito foda. Muito foda mesmo. Fiquei curioso pelo livro e enquanto filme, muito provavelmente, é o melhor que já vi em cinema nacional e entraria fácil numa Lista de Top 30 do cinema mundial.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

amargue-se

esse gosto de carne na boca
em plena sexta-feira da paixão
faz querer martirizar qualquer tolo que se encontre por aí

e no meio de uma tempestade
uma bela chuva de pregos
faz com que eu me lembre do tarô

esses trechos de estrelas ocultos
pelo sombrio obscuro vestido de noite
que você deixou em cima do abajur

sob o signo de vênus, a das peles

me sentir escroto foi minha salvação ou
each man kills... lalalá ou
numa tijela de prata eu quis ou
judite e salomé e todas as outras ou
martelo ou bigorna ou
nosso amor é uma luta de classes, baby ou
te ferir me faz te amar mais ou
não sei tocar sem cortar ou
um violino pungente e agressivo agudíssimo ou
quando você me machuca eu te quero inteiro e em pedaços ou
mesmo à distância quero que a torre caia de vez ou
completamente completa só quando você me tem nas mãos.