quarta-feira, 31 de março de 2010

"No, we all deserve to die. Even you, Mrs. Lovett, even I."

A amiga loira disse que gostava que todos seus ex fossem seus amigos, e amigos entre si, e que isso fizesse aberto um mundo de possibilidades, pois ninguém é de ninguém e é tudo de deus e deus nem existe então tudo é válido, disse virando uma tequila e rindo, ela era risonha e a mais engraçada das duas, e fora ela que havia sugerido aquela viagem pelos pampas, estava meio escuro no dia e ela não tinha medo e tinha esperanças que conseguiria fazer a recém conhecida amiga morena esquentar seu corpo.

A amiga morena tinha mais sensualidade, e era mais calada. Ela dizia que gostava de imaginar todos seus ex se matando. Cada um num canto, isoladamente, mas que ela mesma conseguisse ver o que passava na cabeça de cada um. Distantes de tudo, como sempre estariam. Ela também era mais sombria. Ela disse que gostava de imaginar como num filme, a cena, toca uma música no fundo, uma sinfonia tristíssima, e no motivo de cada morte lá estaria ela também dando um adeusinho de longe. Ela se divertia com a ideia. E ela não disse, mas pensava seriamente em amar a amiga loira naquilo que era uma noite fria qualquer dos pampas e deixá-la abandonada no dia seguinte.

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