quinta-feira, 25 de março de 2010

meus relicários requentados

vezenquando me pego pensando no déjà visto e no devir, como contraface um do outro, como profecia maldita oposta, ou como anunciação de glória vindoura. nem sempre nesses contrapostos extremos, mas vezenquando com um gosto de saudade e baunilha e jasmim. como num filme, se com uma lâmpada mágica, reviver os momentos dos dias como se fossem vivíveis mais uma vez. porque com as cicatrizes é assim mesmo: se as toco, e sinto alguma coisa que remete aos punhais e arames farpados. mas não tem tanto drama. as origens são como um farol distante. tem neblina no ar também. é uma névoa gostosa de se respirar, quanto mais você puxa o que está ao redor pra dentro mais ébrio se sente. e terno, por dentro, e lânguido e cálido, até dá vontade de se espreguiçar numa rede e exclamar que sim. ou quase dá.

Um comentário:

cazarim de beauvoir disse...

1. sabe que eu reparei uma coisa comum nos nossos blogues? a gente experimenta com as formas, com os ritmos da linguagem, com as imagens, com tudo o que der pra experimentar. mas parece que não saímos do lugar. é uma evolução meio estacionária. obviamente, muda, mas, dos primeiros aos mais recentes posts, pode-se reconhecer a autoria. diferente do blogue da lyanna, por exemplo, que não parece se ocupar muito com experimentação.

2. mesmo eu não fumando, acho que queria uma daquelas madrugadas na sacada das festinhas, eu olhando o o flamboyant e arredores, vento mais que friozinho, os outros fumando em volta. eu não precisava de desculpa nem explicações por estar quieto, só estando. #carentinho mode on, ahaha.

3. beijo.

4. ok, não teve nada a ver com o post, mas eu não tenho mais orkut pra por isso num depoimento. :)