terça-feira, 2 de março de 2010

ah se eu pudesse

tou aqui fissurando com nós e etc. twitter não é espaço pra essas coisas. jamais cortemos os nós, pois que eles tem a quase repetitiva beleza das coisas insolúveis, e logo insondáveis, e por isso ainda mais belas. e cortar o nó é um ato de violência tão repulsivo que é patético que zeus tenha disso feito trovões de glória. minto, não não é. é necessário cortar os nós, é claro. tem tudo a ver com toda a velha história do debate entre o imobilismo e a ação. mas é que toda a sucessão de ações faz parte do mesmo imobilismo, é esse o ponto. sabia zeus disso com seus trovões? agora penso que é bem capaz. todavia, contudo, repetindo: as necessidades da razão e seus nojos.


adendo: se concretude não é pra mim, e a abstração das ciências humanas me atrai mas me fode porque esbarra na concretude, me parece óbvio: fazer um curso de matemática um dia na vida.


adendo-2: só pra dar uma ecoadinha em caio de leve: relaxa baby barquinho flui, na correnteza e tal, e vai e volta e gira numa coisa meio sem fim. só que não fecha. é tipo o mar da galera da europa quatrocentista, que no fim era só um abismo de queda eterna. ou seja, retorcendo alice e seu país de maravilhas no fim, ou propondo que todas as maravilhas foram durante a queda eterna.

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