quinta-feira, 2 de abril de 2009

Calça de Cá, Saia Daqui

E com certeza, é mesmo, sem dúvida alguma. Acima de qualquer suspeita, inclusive, que fique bem claro. Se não ficar claro logo eu grito. Está um pouco sufocante, e um pouco quente, é tudo uma questão de vetores, por vezes se sobe, por outras sobre, às vezes menos sóbrio. Trovões, vejam só, vai chover, vamos para a rua tomar um banho? Eu peço por favor. Tem umas garrafas de bebida aqui em casa, podemos nos sentar na grama. Todos esses sentimentos. As sensações, vívidas violentíssimas, bem parecidas com imagens de um espancamento. Todo mundo sabe que não vai sair nada disso, nada de bom daquilo, que o final das coisas é um queda brusca, ou uma queda eterna é o que chamamos de vida, existência, o diabo a quatro a seis e a oito, em quantos pedaços que for melhor, mas não é possível que tudo fique assim! Vamos tomar banho de chuva, que inferno que está isso daqui! Veja! Minhas juntas estão tão ressecadas. Estou me sentindo uma velha árvore. Nada disso é bom, ou justo, ou belo, ou válido. Nenhum desses adjetivos ou engodos. Nenhum desses objetivos ou gozos.

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