quarta-feira, 29 de abril de 2009

insânia insônia

ops, hehehe, como aquele meninho, hehehehe, precisando de aprovação, precisando precisando precisando loucamente, hehehehehe, e os sorrisos amarelos, hahahahahahaha, comme le circus de boy de la chanson, hahahahahahahahahahaha, meu deus, como ele é hilário, putamerda, hahahahahahahahahaha, é incontrolável, nossa, e esse movimento, parece que ele quebra a perna, HAHAHAHAHAHAHA, poxa, quebrou mesmo, como ele é engraçado, é inacreditável, putaquepariu!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

tutorial

Existem verdades e mentiras no mundo. Mentira. Não totalmente. Existem coisas verdadeiras e falsas. Bem, isso é falso.

A verdade é que é difícil falar sobre a verdade. Isso é óbvio. Há uma subentendida redundância, menos óbvia do que aparenta. Feliz ou infelizmente. Imaginando uma humanidade auto-questionadora a cada instante de ato, simplesmente, vejam bem, não se realizaram os instantes de atos. Ato é oposto de reflexão, ao que parece, não que eles não se correlacionem e se co-constituam (e eu não sei muito bem o uso dos hiféns), mas o instante exato de agir me parece o momento de uma fé quase dogmática de que, seu braço, ele irá levantar ao seu comando.

E quando a verdade de um é contraposta a de outro? O que define o que é mais verdadeiro? Interessante pensar umas discussões minhas com uma coleguinha a respeito de cores. Um vociferando: ''é verde'', e o outro: ''é azul'', seguido, então, de uma tentativa de esclarecimentos por uma terceira, quarta, décima, ou nonagésima opinião. Eis um dos caráter de definição de verdades: que elas sejam compartilhadas, ao que parece.

Se em algum momento alguém, ou como imagino eu, uns alguéns, delimitaram que chamariam de branco algo como Kr, sei lá, ou Cs, não sei se faz muita diferença assim. Ou que chamariam um sentimento de amor. Ou de ódio. Ou que eu o chame e diga isso dele. Ou que eu aprenda, desde pequeno, o que é amor ou ódio, e as diferenças e semelhanças. E se descubro que eles se assemelham por vezes, descubra por meio de filmes, pessoas, livros, que isso não é, em nada, tão estranho assim.

Estranhos sim são os casos limites. As definições de realidade - e logo verdade - muito alienigénas. Os loucos, com sua voz tão distinta, por vezes visto como portadores de uma verdadeira superior, ou uma verdade distinta, ou simplesmente uma mentira. As definições de realidade se chocam, pedem novas reconformações. Deuses distintos, visões de mundo, definições de usos de objetos e pessoas, do estatuto das plantas e da relatividade do rabo da lagartixa.

Aí, vá lá, dir-se-ia: pontes! Pontes entre as verdades! Traduções! Por a si próprio a prova! Perceber a relatividade de si próprio! E para que? Por quem? A medida do absoluto não existe externamente, o parametro de verdade não é definido por nada tão acima e superior assim de mim, são só meros indivíduos com os quais dialogo frontalmente sobre o estatuto de branco da parede. Ok, por vezes não tão meros indivíduos assim. Por vezes a sociedade inteira chame algo de branco e eu penso, que NÃO, é cinza! Por vezes a sociedade inteira chame algo de democracia, ou de liberdade, ou de tirania, ou de burocracia, enfim, e eu digo que NÃO, não é bem assim.

As definições de verdade externalizadas é o que nos permitem, portanto, ter maior controle sobre a nós próprios, e sobre o mundo. Nunca em termos absolutos, já que Fausto e vários outros personagens de histórias sempre se fodem em empreitadas por muito comparáveis. E então? Algum controle é buscado, é necessário, é almejado, mas seria interessante constatar os limites. E aceitá-los. E é aqui, que para variar, eu acabei virando livro de auto-ajuda. Beijos.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Crítica ao Desatino 11

Tudo isso é horrível, tudo isso é risível. Sem tanto, resta nos acotovelarmos acerca da relatividade da sordidez de costas à instituição/desinstituição que nos cospe sem sentido em que essa pode nos suspender de qualquer aliteração a findar-se no arroubo completo.

referente:
http://persuasiofalsa.blogspot.com/2009/03/critica-ao-destino-11.html

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Incondicionalmente

Devassa devassei-me, essa valsa mente, devassa-me, devassada, debulhada, com todo meu embrulho desorganizado, amassado e manchado de lama, depois de pau e pedra, som e fúria, ferro e fogo, e mais alguns pares que se juntam e depois se findam. Eu que te doaria meus gritos para que soubesse que deles e neles as notas poderiam ser mais cândidas, ou os conteúdos mais cálidos, ou os assédios mais espúrios. Alguém me disse que eu só ressuscitaria se minha carne fosse revolvida e virada do avesso, se fosse possível que vissemos cada ranhura em meus ossos, os restos de alimento em meu estômago e intestino, e se de minha mente tirássemos valsa.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Calça de Cá, Saia Daqui

E com certeza, é mesmo, sem dúvida alguma. Acima de qualquer suspeita, inclusive, que fique bem claro. Se não ficar claro logo eu grito. Está um pouco sufocante, e um pouco quente, é tudo uma questão de vetores, por vezes se sobe, por outras sobre, às vezes menos sóbrio. Trovões, vejam só, vai chover, vamos para a rua tomar um banho? Eu peço por favor. Tem umas garrafas de bebida aqui em casa, podemos nos sentar na grama. Todos esses sentimentos. As sensações, vívidas violentíssimas, bem parecidas com imagens de um espancamento. Todo mundo sabe que não vai sair nada disso, nada de bom daquilo, que o final das coisas é um queda brusca, ou uma queda eterna é o que chamamos de vida, existência, o diabo a quatro a seis e a oito, em quantos pedaços que for melhor, mas não é possível que tudo fique assim! Vamos tomar banho de chuva, que inferno que está isso daqui! Veja! Minhas juntas estão tão ressecadas. Estou me sentindo uma velha árvore. Nada disso é bom, ou justo, ou belo, ou válido. Nenhum desses adjetivos ou engodos. Nenhum desses objetivos ou gozos.