quinta-feira, 26 de junho de 2008

resumo do semestre

"I sit in the dark light
To wait for ghost night
To bring the past to life
To make a toast to life
Cause I have survived"

"Show me the way
To the next whiskey bar
Oh, don't ask why"


e a dialética gera movimento. e é um feixe de relações caleidoscópico. parece um carrossel.

terça-feira, 24 de junho de 2008

adendo astrológico

mercúrio em virgem, vênus em câncer, marte em áries, saturno em sagitário.

sintomas de pieguice aguda

pieguice aguda é quando você ouve,

"i went to the doctor guess what he told me
guess what he told me
he said girl you better try to have fun
no matter what you do
but he's a fool
'cos nothing compares
nothing compares to you",

e acha a coisa mais fofa e linda do universo.

em uma palavra só:

fuga

ícaro aguçado

séeeeeeeeeeerios problemas de auto-controle

segunda-feira, 23 de junho de 2008

a mais recente definição de mim mesmo

não consigo me ater a meus isqueiros e a meus guarda-chuvas e a minhas prioridades quando racionalmente definidas.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

domingo, 15 de junho de 2008

Sem Ana, Baião

, e escrito em sua testa, ou em sua camiseta, ou em suas costas, ou em um colar que carrega no braço em letras garrafais PURGATÓRIO, porque, convenhamos. Inferno seria, sem dúvida alguma, por demasiado dramático, e bem sabemos que hoje em dia não são tão bem tolerados esses tipos de arroubos. Céu seria irônico e risível, por mais que tudo que fosse necessário agora era uma boa dose de comédia. E na jukebox só tocava alceu. Subindo aquele cheiro fictício, pobre e roto, espalhado pelas narinas, impregnando na pele meio que sagrado, meio que vil. A calça é só uma mancha de café de dias passados. Os olhos se tornam meio caleidoscópicos tentando se perguntar que dia é, que dia foi, que dia vai ser, que dia nunca seria mais do mesmo, mais do mesmo, mais do mesmo, como se fosse tudo cíclico, mas tão turvo, quanto se uma barcarola tentasse atravessar de uma margem à outra de um rio largo sem saber se há uma margem do outro lado, sem saber se, no meio do caminho, há um arrecife e ficará encalhado até que o sol faça com que toda a água suba e tudo se torne um mar de areia. E a gente se ilude, dizendo uma besteira dessas. Só que não adianta quanta cerveja se beba ou o quanto sonhe essa noite ou quantas risadas acaba que é tudo eco: nada de paredes fechadas ou de aposentos mornos e mantas xadrês azul-e-vermelho. Mês de são joão nada são, coração.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

a título de esclarecimento:

não, não cortei os pulsos. o meu organismo brincou de auto-controle inconsciente e estou aqui. até sorrio, acreditem.

terça-feira, 10 de junho de 2008

um recorte analítico

e no fundo, é tudo desejo. desejo é o motor básico de todo e qualquer movimento do indivíduo.




(do tipo: mamãe, virei budista)

novo mantra

atentai bem: tudo é dinâmico.
vede bem: é shiva que dança.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

poderia ser só miséria de segunda feira

duas pessoas se pegam no banheiro e é claro, voce quer as duas;
o teclado que é um momento de fuga do dezoito brumário falha com seus circunflexos;
todos os possíveis momentos de conversas longas no dia ficam meio que pela metade;
o sol vem forte e inclemente, mas não há praia próxima;
pela madrugada, de início das coisas, uma possível depressão: que boa notícia!;
repito: eles se pegam no banheiro;
conhecer a mulher da sua vida. ela é lésbica e namora um cara. e pra piorar: voce é broxa;
as quinhentas páginas de leitura estão por aí e só aumentando: não, elas não evaporam;
uma das duas pessoas vem pegar um preservativo enquanto isso, dá oi e tchau. nada de convite;
vontade de comer um pedaço de torta, das raras vontades de comer doce: é lógico que já tinha acabado;
e a tentativa de encontrar as mesmas satisfações em atos que não preenchem;
e a certeza de não saber formular perguntas;
e a constatação da falibilidade das palavras;
frustração por saber que nem o chocolate;
tampouco a cerveja ou sexo;
muito menos a longa conversa;
em outras palavras: nem nada do que voce imagine trará saída;
(talvez deus ou o ioga);
um celular toca: não, não é nenhum dos sete ou quinze amores da sua vida te ligando;
perceber que o casal agora está no banheiro única e exclusivamente porque voce é um impecilho;
supor que isso demonstra algo sobre seu papel na vida alheia e se sentir meio que dramático e ridículo;
quase rir;
constatar que pela impossibilidade de punição voce jamais conseguirá se estabilizar no protótipo de amor romantico que voce mesmo sempre quis;
incomodo também por ter saído da linha: no sentido mais amplo possível;
e todos perguntam como foi a porra da viagem, e voce queria era, de fato, ter morrido na praia;
uma brincadeira de si pra si pode tomar uma dose de verdade tão pesada, um suspiro mudo;
e o rir de desespero tem se tornado constante, ou talvez já fosse, e voce nao sabia;
saber que voce queria que as coisas fossem mais simples, como já as acreditou te-las visto;
imaginar que talvez de fato as tenha visto mais simples e agora não mais;
e o grand-finale: não ter certezas úteis.

domingo, 8 de junho de 2008

quase não religiosamente

ou beber até morrer.

quase religiosamente

vontade de calar a boca pra sempre. o cansaço me toma como afundando na areia de frente ao mar, e vontade de não dizer nada por já ter dito demais tanta coisa que vai embora que o mar leva, e é realmente absurdo pensar que estou de volta e por lá estou, completamente surreal, como a água que desce pelo corpo levando embora partes de mim a cada vez, e já que assim eu não sou mais o mesmo de o momento atrás e quero tanto que isso vá embora com menos pesar, certamente quero, e que o olhar para as ondas que vão em vão, sentimento de sagrado, oração ao nada, seja simplemente tudo, e por saber da infinitude daquilo, de lá veio o que entendemos por ser, lá pelo início das coisas, esse mistério, esse fluxo do vento frio e o mar morno e as águas daqui são melhores e de madrugada é medonho, tudo é do negror do piche, e esse mar, sagrado, imenso, e que mostra com sapiência que lá há tanto tempo está e que as ondas simplesmente se movem, e a vontade de morrer na praia, o cansaço de ter que encontrar palavras no futuro e para este, e de ter que andar e saber que é tanta areia por agora e o mar longe longe, as ondas não poderão levar meu óculos nem muito menos minhas sílabas mal-articuladas, meus períodos e orações, deuses e lodo!, essa maré traiçoeira levando pra frente cínica, mas tragando na volta, as lentes que se foram, agora com algas ou em migalhas, e sentado à beira da praia só me sinto como sempre parece que me sinto: fazendo castelos, com o vento que escorre agora rumo a oeste, lá onde o sol morre, mas de onde o sol nasce também é de onde vem essas nuvens escuras, esse negrume sem luz e sem graça, eu preciso é do excesso de sal e da minha pele ardendo, até que eu evapore completamente, de êxtase, de arrebatamento.