domingo, 27 de abril de 2008

brilho eterno

reassistir, achar estupidamente lindo, morrer de me sentir miserável, just like inside a the smiths song, querer ficar caído na cama jogado para sempre, numa certeza estúpida de que nunca nada vai dar certo na minha vida amorosa (ou que tem demorado demais para que dê), e enquanto isso posso dizer que o telefone tocou umas mil vezes interrompendo tudo.





(analogia: o telefone representa o meu sempre desejo de foder com tudo que me satisfaz. se eu acreditasse em freud, ou jung, ou força do pensamento, ou numa luz azul que olha por nós, ou no sentido da vida e do universo entrelaçados, talvez. hoje é só quase engraçado.)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

vejam só

meu blog não me deixa ousar.



(pra brincar de ser hermético comigo mesmo:
medo. mas isso foi uma catarse. quer dizer, eu acho. mentira, não foi. quer dizer, foi parecido. droga, foda-se.)

jogo fácil

cosendo
coseno
co-sendo
pêndulo



(e os meus contextos teimam em vir a mim, como que negando todo e qualquer esforço.

o que é falar? jfcbjhvjhvv vjhdvjhnfdghe eghuaghsfv)

fome

etou até coendo leras

comer

eu quero devorar, vomitar, sempre. bulimia produtiva. eu quero escapar pela válvula, eu quero a inexistência da válvula, inexistência do querer, todo esse conflito tácito abaixo de mim, dualidade fazer-pensar, dicotomias abissais, repetição de palavras, fixismo de categorias de pensamento, é um eu de ontem, é um de hoje, aí está o amanhã,

ma
mãe,

vi rei
(rei)
virei
com crê tismo


só que não faz sentido aqui. vômito, porque você não sai automaticamente em graça? estátua, porque você não anda?

repe pepe tirpe
petirpe
petirpe

domingo, 20 de abril de 2008

pensamentos mórbidos (e também os não tão) sobre o futuro

será que algum dos que eu amo vai morrer de forma trágica e inesperada? vai se matar? matar alguém? ser preso? enlouquecer? aparecer em manchetes de jornais envolvido num escandâlo de corrupção? virar senador ou presidente ou mesmo deputado ou prefeito ou até vereador? ter filhos gêmeos? ser absurdamente rico? morar em algum país com nome estranho como djibuti ou butão? ter filho fora do momento esperado/planejado/ideal? lançar um cd de sucesso ou um livro ou um filme ou qualquer coisa assim? ser famoso? ficar tetraplégico? ter alzheimer? morrer de alguma doença filhadaputa como câncer ou aids?

sexta-feira, 18 de abril de 2008

patético

ligo as chapas elétricas sem saber bem qual das quatro, supondo que seriam as duas da frente, tranquilamente deixo a tampinha de plástico da lixeira por sobre uma das bocas e, de repente, ela está derretida e minha casa inteira repleta de fumaça.

para lu rossi

If you hold a stone, hold it in your hand
If you feel the weight, you’ll never be late
To understand
But if you hold the stone, hold it in your hand
If you feel the weight, you’ll never be late
To understand

If you hold a stone, marinheiro só
Hold it in your hand, marinheiro só
If you feel the weight, marinheiro só
you’ll never be late, marinheiro só
To understand…

Mas eu não sou daqui
Marinheiro só
Eu não tenho amor
Eu sou da Bahia
De São Salvador
Eu não vim aqui
Para ser feliz
Cadê meu sol dourado
E cadê as coisas do meu país



(música que o caetano fez durante o exílio. em london, london. título: if you hold a stone.
saudades imensas,)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

momento imprensa, beeeeeijos

caso isabella
é simples. bem simples, aliás. beirando o óbvio.
a menina se espancou e se jogou da sacada. pronto. fim.


ocupação da reitoria da unb
invejinha da lixeira do timothy. bandodebaderneirodesocupado.
EXTRA EXTRA DIRETAMENTE DE DENTRO DO MOVIMENTO: proximo passo é ocupar o congresso e instituir a ditadura do proletariado!



sexta-feira, 11 de abril de 2008

tudo é relatchifffo, né?

já que elétrons são e não são matéria, argumentos também são e não são, o chão é e não é, e “O desatino na era clássica é ao mesmo tempo a unidade e a divisão dela mesma.”

foucault me mata. de ódio e desgosto.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

serragem

sem título:
e isso me soa de plástico, de acrílico, com gosto de sabão,


do meu medo de fotos:
é que a possibilidade de olhar o que já foi pode derrubar


mínima:
morrer é a coisa mais absurda que já inventaram


anotação para o futuro:
reparar mais nos sinais. o hopper, por acaso, de ontem acabou se mostrando, também por acaso, muito mais elucidativo e profético do que eu imaginaria. e claro, também por isso, irônico.

contraposto:
mas é claro que o hopper hoje só se mostrou assim porque me lembrei dele, é claro.

blues do elevador

eu que sou imperativo, é meu olhar, e ele se mistura com os arredores, vazado pelos cantos, esquadrinhando padrões de gotas de chuva pelo chão, cacos de cigarros amassados, frustrações densas que não se diluem em álcool (e nem evaporam), é só mais um dia, e a vida, que sou eu, que sou eu, que sou eu, ainda continua a me dizer que eu não posso mais renegá-la e eu aceito calado e eu poderia dizer que rio, será que o faço?

tipo um recorte

ódio ódio ódio ódio e de tanto você ri, é que é tudo que se há para fazer, como que irrestrito, vontade de burlar necessidades, mesmo que seja a do ar que se respira, de canais de comunicação, e da idéia de causalidade, e a de tempo, e a filhadaputagem que são as benditas I-DIO-SIN-CRA-SIAS, e para os diabos se dividi certo, e uma coisa que sei bem dizer é que não sei dividir certo, nada certo, uma coisa que sei bem dizer e sentir tão bem é esse ódio,

sexta-feira, 4 de abril de 2008

ponto zero

e eu me lembro de um dia exato, lá pelos meus dois ou três anos, em que acordei e é como se eu não lembrasse mais o que tinha acontecido ontem. e em nenhum ontem. interessante é que não me lembro se tentei, ou se perguntei a alguém de casa sobre o dia de ontem, só me lembro que não lembrava. e durante muito tempo lembrei desse único dia, sem jamais questionar essa lembrança. hoje, mais de quinze anos depois, não sei dizer se ela de fato aconteceu, ou se em algum momento inventei que ela aconteceu, porém eu lembro bem de tê-la vivido. mas é confuso, já que o que resta são fragmentos.

terça-feira, 1 de abril de 2008

bizarre love triangle

um dos três queria os outros dois, um dos três era ex de outro dos três e um era atual, um dos três talvez até quisesse os outros dois, o outro dos três talvez até quisesse também mas jamais saberia querer. mas ninguém caiu.