sábado, 29 de setembro de 2007

o problema das analogias

às vezes, numa exemplificação, usa-se o recurso da analogia. esse recurso utiliza a comparação entre duas situações/fatos/explicações para que uma legitime a outra. o que faz com que seja válido? quais são os critérios? seria apenas o bom senso?

"E se pudermos supor que os homens nunca estiveram no estado de natureza, porque pouco sabemos dos homens em semelhante estado, poderemos igualmente supor que os soldados de Salmanasser ou de Xerxes nunca foram crianças porque pouco ouvimos dizer deles até que se tornassem homens e formaram exércitos."

não, John Locke. a analogia não coube. foi mal. tenta outra.

(esse blog está se tornando pseudo-cult. medo. muito medo.)

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

coisas para as quais hobsbawm se mostra útil

inspirado numa amiguinha, eu diria que esse é um post wannabe intelectual. dito isso, vamos lá...

em um ensaio do livro 'sobre história', ele cita Moses Finley e dita que há uma diferença ''entre o Ulisses de Homero e o de Samuel Butler, que é concebido de modo natural e nada homérico como um homem de meia-idade voltando para uma esposa idosa depois de vinte anos de ausência''.


e então eu digo que quero ter um olhar mais homérico para a vida. entendem?

terça-feira, 25 de setembro de 2007

idéias legais do que pode ser a morte

alguma coisa que não seja viver de novo. porque, convenhamos, é bem chato. tem coisa melhor pra se fazer, eu acho.

que tal: "mas não seria mais lógico cada qual cumprindo até o infinito o ofício da paixão?", Lygia Fagundes Telles pela voz de um personagem, num conto que não me lembro o nome.

aquela em waking life, em que comentam algo sobre uma tese ou sei lá o que, não me recordo, de que o sonho parece com a morte. então quando morrermos, simplesmente sonhamos livremente, como um sonho que não tem fim.

um grande descanso. só o nada. o nada. nada além do nada. é até impossível de imaginar.

alguma coisa que não seja reencarnação, por favor? a troco de quê? alguma coisa que não peça sentido, por favor, porque é falsa. é falsa a idéia de sentido. é falsa sim. nada disso tem. esse texto, muito menos.

pausa para o comercial

club social ervas finas. é recomendável. é muito bom.

outro: iogurte activia amexia. é recomendável. é muito bom.

domingo, 23 de setembro de 2007

de uma injustiça

é injusto a gente estar nesse passeio e escrevendo coisas na parede sem saber como ela vai cair no final, se vai ruir aos poucos pelo vento, se vai ser marretada violentamente, se vai ser abduzida por et's ou torrada pelo sol. é injusto.

buñuel disse que, depois que morresse, queria voltar a cada dez anos para ler os jornais e saber o que estava rolando no mundo. só para isso. e depois voltar a dormir.

eu gostaria de poder fazer isso todos os dias de minha morte. quero ficar vagando como uma sombra que apenas tudo vê e em nada interfere.

pode ser, né? vou prosseguir na idéia de morte após o comercial.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

apresentações de powerpoint,

daquelas que eu recebo por email, nunca leio.

mas tem uma pessoa em específico que as manda para mim e só o gesto dessa pessoa já me faz ter vontade de chorar. é como se eu imaginasse a emoção que a pessoa sentiu ao me passar. até porque, essa pessoa sempre manda só para mim e direcionada com outras palavras que ela mesmo acrescenta.

até me incomoda não apreciar isso da mesma forma que a pessoa a qual me refiro.

domingo, 16 de setembro de 2007

aqueles dias que passam, e não vão voltar,

aqueles de olhar grama seca e sinais do tingimento que a água faz. aqueles de pensar nos amanheceres e cabelos com cheiro de sono e xampu do dia anterior, aqueles.

e o olhar de isso tudo, que vai vir depois esse olhar, ele será de gosto amargo na boca ou de satisfação morna e acalentadora?

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

confundo os nomes e respectivas obras de:

polanski, coppola, scorcese, de palma.

não que sejam lá muito semelhantes mas... vá saber a associação que minha mente torta faz para misturá-los!

ps: tá que os três últimos tem nomes de origem italiana, mas e o primeiro? pra dizer a verdade, acho que não confundo o primeiro não, é o diretor de 'o bebê de rosemary' que, aliás, ainda preciso assistir.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

de anéis quebrados e outros objetos

é que o que eu te dei era vidro e eu não sabia e você não cuidou bem.

e isso me faz pensar que eu devo amar mais meus enganos. em seguida penso que é muito engraçado tomar uma resolução esperando que as flores levantem-se e comecem a dançar te louvando, que todos os pássaros cantem juntos uma melodia vitoriosa, que o sol brilhe sem queimar, que o vento refresque cada passo, é engraçado sim, porque quando acontece exatamente o contrário, tomem cuidado, é que você andou descalço e se esqueceu que tinha vidro no chão, tinha vidro.

domingo, 9 de setembro de 2007

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

rugas

daqui há tempos o futuro de cada um vai vir, futuro, futuro, o futuro chega todo dia, cada dia é uma coisa que vai formando o depois, cada instante, eu aqui me levo ao que vem em seguida, cada coisa tem encaixe, ou pode ser que seja tudo ilógico, ou simplesmente uma linguagem inacessível à humanidade e todos seus indíviduos tão humanos, talvez os loucos a entendam, talvez nem eles, mas são loucos e talvez só o sejam por sentirem como se fossem parte do ilógico, mas que não são, ninguém alcança, e eis o desconforto e a incoerência, a que eu digito, claro, porque não fez sentido minha tese, foda-se sentidos de teses, pelotão... sentido!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

otimismo-pessimismo ou pessimismo-otimismo?

até o título já direcionaria a visão, então deixa de lado uma preferência. se bem que eu escrevi primeiro a idéia que dá privilégio ao enfoque otimista.

enfim, e faz sentido. porque, pelo que me lembro, eu nunca fui uma criança pessimista. pelo menos não que eu me lembre. com o tempo tornei-me levemente pessimista. a observação cotidiana dos fatos e as análises sobre, o mundo super confuso e etc e tal...

aí eu percebi recentemente que a curto prazo geralmente sou muito otimista. sempre acredito nas possibilidades de fins-de-semana e coisas à fins. ou, sei lá, que é melhor falar que não falar. no geral. coisas do tipo. acredito que é sempre válido tentar, coisa e tal, coisa e tal.

mas a longo prazo não costumo enxergar as coisas por uma ótica positiva. do tipo, não acredito em futuro de humanidade, ''melhorias'', coisa e tal. também não vejo minha vida muito positivamente a longo prazo. não acredito muito no meu futuro pessoal. tenho uma mini-crençazinha, vou vivendo cada dia e só. viver não me anima.

conclusão? nenhuma. mas é só que eu acho que sou isso aí, defini razoavelmente bem. se é por questão de cronologia, diria que sou otimista-pessimista.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

sábado, 1 de setembro de 2007

moral cristã, s&m

aquela coisa de infância. lembro uma vez que me maltrataram de alguma forma e eu não reagi. quando perguntaram o porque de eu não fazer nada eu simplesmente evoquei as palavras de cristo sobre dar a outra face. medo dessa moral cristã. putz. essa entraria para uma possível série 'eu era uma criança estranha'. sem dúvida.

mas ao mesmo tempo, eu sei muito bem, já maltratei outras pessoas. foi na mesma época?, antes?, depois? a noção de tempo, sem dúvida, com o tempo, simplesmente se embaralha.

lembro uma vez que me auto-analisei e pensei que meu apego por sofrimento talvez venha daí. achar válido sofrer, por me achar pecador. achar necessário, mesmo que para um possível aprendizado. 'porque quem sofre, aprende', dizem os antigos. rsrsrsrs. será que faz sentido que seja assim comigo? e o sadismo? mas é que fazer a si próprio sofrer também é sadismo. agente e paciente da ação. acho que sim então. e fazer os outros sofrerem direta ou indiretamente, hoje tenho achado e tem algum tempo que acho, é algo tão natural quanto estar respirando em sociedade.

e o engraçado de estar pensando nisso agora é que encontrei um sentido curioso para a frase de uma música duma banda que muito gosto. eis a frase: 'she was into s&m and bible studies'.