sexta-feira, 31 de agosto de 2007

o menino e o mapa-mundi

eu não era lá muito de rua, bola, pipa e essas coisas. não que eu não gostasse, mas sei lá, não sei explicar, muitas vezes eu não participava das brincadeiras das crianças aqui no prédio. meio mínimo de apartamento, meio totalmente.

gostava de ficar em cima do atlas geográfico que veio em fascículos no jornal. rsrs. meu pai os encadernou e eu me divertia bastante, tinha interesse principalmente nos países que eu nunca tinha ouvido falar. gostava de decorar o nome das capitais e também às vezes o nome das moedas que usavam.

gostava também de reordenar fronteiras. às vezes eu fazia o brasil englobar outros países da américa latina. sejamos um grande império! rsrsrs. noutras, eu fragmentava meu país em outros menores, ou criava novos estados. era muito legal, era o tipo de coisa que eu achava que jamais deixaria de fazer de tão legal que eu achava.

lembro que sempre me atentava para a rússia. muito grande, muitas nacionalidades, coisa e tal. não que eu entendesse bem o que seria nacionalidade, mas eu sabia que tinha outras dentro do mesmo país.

aí agora, estou me realizando no wikipedia e pesquisando sobre as repúblicas autônomas que existem dentro da rússia.

vou falar de duas: Adygea e Altai. colocarei os links no final do post, está em inglês. na primeira, russos são 64.5% do total, adyghe são 24.2%. na segunda, russos são 57.4%, altai são 30.6%. é uma pena. russos, vão embora! deixem o país para a etnia original!




post humorístico. sei, mesmo falando isso, como pode ser rico o intercâmbio multi-étnico. rsrsrs
os links:
http://en.wikipedia.org/wiki/Adygea
http://en.wikipedia.org/wiki/Altai_Republic

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

minha avó

uma está viva, a outra nunca conheci. hoje aconteceu algo tão engraçado. eu, num parque, vi uma pomba. e relacionei a tal pomba à minha avó. e não a tal pomba, qualquer pomba. é como se minha avó parecesse muito uma pomba. é abstrato mesmo, mas a impressão que tenho é essa. o porte da minha avó lembra o de uma pomba.

(hipotéses da figura pomba... uma vez eu tive um pintinho, desses que se ganha em exposição de animais. obviamente ele ia crescer e virar um galo ou uma galinha. ele foi levado para a casa de minha avó, que tem um grande quintal. e ela iniciou uma criaçãozinha de galinhas e tal. um dia, o tal pintinho já estava velha, minha avó perguntou se poderíamos almoçá-lo. eu concordei. sei lá, nem senti nada de errado com isso. sou muito cruel? rsrsrsrs. aí, uma galinha lembra uma pomba. talvez seja isso. ou pelo fato de minha avó, a que morreu, a que eu não conheci, ser de Rio Pomba eu associo com a avó viva a ausência que sinto da morta ligando-a à figura de uma pomba. hipotéses. forçadas e tolas. ela pode de fato parecer uma pomba. rsrsrs. enfim...)

nunca tivemos muito contato. só aquele de infância, meus pais viajando, eu e meu irmão dormindo na casa de minha madrinha e do meu padrinho, que era nos fundos da casa dessa avó. eu era uma criança exageradamente afetuosa. beijava a minha madrinha o tempo todo, que na verdade, não é minha madrinha de fato, é do meu irmão. a minha de batismo é outra, mas peguei a do meu irmão emprestada por extensão. meu irmão a chamava de madrinha, eu também aprendi a chamá-la pela mesma alcunha. e minha avó permanecia aquela figura distante. e pouco afetuosa. não que ela brigasse ou coisa parecida, só era meio indiferente. carinhosa a seu modo, sem abraços ou brincadeiras ou mimos.

sempre imaginei que minha outra avó, a mãe de minha mãe, a que morreu quando esta tinha lá seus quinze anos, seria mais afetuosa que minha avó que está viva. com o tempo percebo que não. mas isso é incerto também. pelo que sei, minha avó, a que morreu, não era das mais afetuosas. mas quem sabe ela não transferiria todo o carinho para os netos futuramente se tivesse vivido para vê-los? ninguém sabe, eu não sei, mas de certo modo muito idealizei essa avó que nunca tive.

e na figura da avó que tenho, engraçadas são as vezes que tento demonstrar carinho. ela sabe que somos distantes, eu acho, sinto que ela sabe isso tão bem, que das vezes que demonstro algum afeto ela:
1,ou um pouco se assusta e não demonstra de volta porque fica meio envergonhada;
2,ou demonstra, mas também envergonhada.
seria envergonhada? talvez desconcertada. não sei. sempre me interessei muito por genealogia, raízes, desde pequeno. adoro saber dos sobrenomes que não tenho. a mãe dessa avó, sei muito pouco dela. mas lembro uma vez que perguntei dessa avó sobre o nome da avó dela. não me lembro. mas ficou fixo em mim o que ela falou: essa avó bebia muito. e falou risonha. e minha avó é evangélica, então foi surpreendente a reação. fiquei imaginando uma mulher, lá em meados da década de vinte/trinta, já senhora, numa cidade do interior do rio grande do norte, com problemas de bebida, e minha avó criança olhando. a cena foi inusitada.

sempre acho muito engraçado também imaginar como meu pai saiu da barriga dela. muito engraçado.

um dia minha avó vai morrer. talvez eu chore por tudo que não aconteceu ou pelo muito pouco que aconteceu. talvez. e vai ser estranho. lembro quando o marido dela e meu avô morreu. não acho que eu tenha chorado. talvez eu tenha forçado algumas lágrimas. e não é insensibilidade, é a pura falta de contato? eu ia colocar um ponto final na frase, ela seria uma afirmação, mas deixei ser uma interrogação.

da minha outra avó, a que morreu e eu não conheci, minha mãe sempre falou muito pouco. minha mãe sempre falou quase nada, como ela quase nada fala do passado mesmo. é engraçado. é como uma lacuna. fico só tentando imaginar o que aconteceu. pergunto às vezes a alguns tios, também geralmente falam pouco, mas um pouco mais que minha mãe. e minha mãe sabe como isso me faz falta. mas eu vejo como é difícil para ela falar disso. fico só com as elocubrações de como deve ter sido difícil, coisa e tal, tanto imagino quando ela estava viva tanto imagino quando ela morreu. fico só imaginando.

da avó que está viva, e vai morrer um dia, tenho a dizer tão pouco exceto o que sinto a respeito. talvez seja o máximo que vou conseguir. isso é um pouco ruim, talvez seja muito ruim. mas no momento a dor nas costas que estou sentindo é mais tangível.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

blog x fotolog

antes de criar o blog, eu pensava nisso. mas como criei o blog por impulso, não pensei. é que às vezes acontece de os contra-argumentos da minha cabeça, frequentemente tão concretos, simplesmente virarem fumaça. é bizarro. e com muitas coisas. enfim, não vou tentar me analisar, mas eu diria que é uma vontade de se perder. rsrsrsrs. tá, não faz sentido, e já tentei.

é que com o fotolog eu fazia algo parecido com o que faço no blog, só que com fotos. e agora, josé? (nada como não ser original e citar drummond no final... aposto que ele tá cansado disso, esmurrando o caixão nesse exato instante.)

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

eu também gosto, ora essa,

de ser creditado. do tipo: 'fiz tal coisa, foi meio que porque o beto fez e achei bonito' ou 'conheci tais música pelo beto' ou 'o beto teve tal idéia ou idéia parecida' e coisas do gênero.


que bestinha.

sábado, 25 de agosto de 2007

e de repente, do nada,

alguém morre.


é tão absurdo. é tão somente isso e muito mais que isso: absurdo. e tudo que cabe dentro da palavra e nada cabe ou limita o sentimento. absurdo.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

retomando eu do passado, tão presente

vamos ver se a gente rouba riso e ar de algum lugar,
dia desses,
porque faz falta.





ps: obrigado à quem me fez lembrar disso.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

como percebeu lispector,

é necessário o amor it. preciso disso urgentemente, mas não estou buscando. eu tenho esse problema com buscas, jornadas, odisséias. eu jamais seria ulisses. é melhor ficar em casa remoendo barulhos de moinhos e retalhando as linhas que me tecem.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

de juras

não gosto de quebrar promessas. por isso evito a muito custo fazê-las. é que tenho tanto medo das transformações que posso passar, das circunstâncias, do incerto.

como, sei lá, prometer eternidade. acho surreal, mas às vezes sinto a vontade e compartilho da promessa, mesmo correndo o risco de no futuro me contradizer, mesmo sabendo de tudo. na lógica do apesar de.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

mais uma de infância

lembro que tinha mania de achar que eu jamais enjoaria das brincadeiras que eu inventava e de doces e guloseimas, porém enjoei e eles e elas mudaram de forma.




cada vez mais sentindo que mudanças bruscas de personalidade não ocorrem.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

revirando túmulos (ou sarcófagos?)

tá que eu tinha mania de ir nos meus posts antigos de fotolog e ficar lendo e lendo e lendo e mesmo sem chorar ficar lendo e lendo e lendo e ficando incomodado e rindo e lendo e lendo e lendo, mas... fazer isso com o blog de outra pessoa é exagero, não? (egito para ser chique)



como dizem: 'get a life!'

olhando raízes

que brega, né? metáfora de árvore. originalidade zero. enfim...

eu sou uma pessoa chata com as palavras. no geral, extremamente cuidadoso, tomo muito cuidado com o que estou dizendo ou quero dizer. não que eu seja perfeito, claro. quer dizer, hahahaha, continuando...

aqui no meu prédio, quando eu era mais novo, andava com os meninos mais velhos e eu tive muito que aprender a falar na hora certa e as coisas certas porque se não eu era zoado.

pavlov explica.


ps: sim, pessoas, eu sempre falei besteiras sem-graça.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

talvez seja o fim, parece que é...

depois de tantos meses, algumas esperanças, dessas certas muito intensas, parece que agora não vai ser mais, parece que não vai, engraçado a coincidência de resoluções no mesmo dia (será que foi? vou descobrir logo, digo sobre o dia, não sobre a resolução, essa ainda demora), não mais acreditando naquelas duas cores e na possibilidade delas voltarem, não mais, não mais com a fé meio cega meio duvidosa que eu tinha de que talvez ainda houvesse uma longa respiração, não, não mais,

não que eu já não esperasse, mas, mas,

mas é que são decisões, não as minhas, eu que nunca me decido, nunca,
não me obrigue a decidir, eu não me decido, e isso é um pouco menos dolorido do que eu pensava, isso de agora, ou mais, menos por um lado, mais por outro, só que a figura é de muitas faces e ainda tenho mais lugares para
colocar os olhos e, no final, não me decidir,

depois de tantos meses, respiração ora ofegante ora profunda, dores em diferentes partes do corpo, membro amputados, hemorragia, dramas imensos, micro ficções, um grande peso esmagando e quase transformando o sólido em líquido, a coragem nunca é minha, não foi já, não é de novo, já foi, mas nunca em definitivo, nunca verdadeiramente, depois,
depois do tanto que engoli, do tanto que digeri, que regurgitei, que engoli novamente, depois do tanto, agora é o fim, mas não é o primeiro fim, percebo que as coisas se acumulam assim mesmo, não é no mesmo mês, mas é como se fosse, não vai mudar, pode ser que mude,
depois, só depois, que eu percebi como é tudo tão

eu, tudo tão,
eu, tudo tão,
eu,

mas chega de pensar em tempo, chega de pensar em minutos, chega de pensar em esperas e luzes distantes, chega de, eu só preciso de

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Análise: Perfume: A História de Um Assassino

Primeira tentativa de análise. Nem de longe quero tentar cobrir a maior parte do filme, não tenho cacife para tanto. Na verdade, muito pouco é o meu cacife. rsrsrsrs. Vou analisar por aspectos, que, acredito eu (já que não li a obra literária), estão presentes na versão escrita da história, antes de ser adaptada para o cinema. Aliás, preciso ler o livro depois. Ou seja: meu foco é uma interpretação possível do roteiro.

Vejo uma relação entre a idéia do que é o perfumista (expressa na figura de Jean-Baptiste Grenouille) com uma das grandes pretensões da arte: contar a realidade. O perfumista busca extrair os aromas de tudo, simplesmente tudo, que existe ao seu redor. Uma busca que, para qualquer pessoa normal, seria inicialmente já impossível. Mas não para ele, já que possui uma habilidade além da de qualquer pessoa comum em detectar cheiros. Entretanto, não percebe inicialmente o motivo pelo qual empreende a jornada (hercúlea jornada, eu pagando uma de erudito... rsrsrs). Com o tempo, lhe fica claro. É que lhe falta algo. Tal percepção é explicitada na cena da caverna, em que percebe que não possui um cheiro próprio: é a sua ausência de um eu.

O artista, quando empreende suas obras, com elementos de sua realidade concreta inventa sua realidade interna. Porém Jean-Baptiste, ele inventa uma realidade interna calcada na ausência da sua, na busca do que nunca teve (e não terá). Sempre foi um apanhador de sonhos, um recipiente, um frasco, para que tudo nele ficasse porém nada nele entrasse. Quando percebe tal incômodo, empreende sua procura. Por fim, falha.

O artista busca reproduzir e prender as sensações, não importando quais sejam. Visa prendê-las e exprimi-las, nada deve se perder, há tanta infinidade em tudo, cada coisa tão única e intensa. É preciso manter, é preciso que os outros conheçam, é preciso lutar contra o dilacerante tempo. Mesmo objetivo do perfumista no filme.

Na obra cinematográfica Perfume, encontra-se permeada a idéia de que é o amor o tal sentimento que é necessário ser alcançando, emulado, criado. Porém o artista/perfumista permanece ausente, ele não tem a capacidade de sentir plenamente. Mesmo que consiga (como consegue o perfumista) causar tal sensação em outras pessoas, sua ausência permanece. É em vão, o trabalho do artista. Mas não menos belo.

Quando o perfumista consegue com sua criação que todos sucumbam ao amor, eis uma cena de ímpar beleza. De uma beleza assombrosa, atordoante, devastadora. Seria essa a busca? O artista com sua ausência, o público com seu deleite.

Acredito que seja possível estender tal aspecto em direção a todos os âmbitos da vida, já que todos são criadores de suas próprias ilusões e caminhos e são ao mesmo tempo platéia um dos outros e recebem aplausos ou vaias. E é o amor que redimirá tudo?

(outra análise, MUITO boa:

http://persuasiofalsa.blogspot.com/2007/05/anlise-perfume-story-of-murderer.html)

sábado, 11 de agosto de 2007

eu sou tão bobo

ai ai ai ai. primeiro que eu fiquei incubando merda. merda merda merda. que gracinha. aí agora tou com cheiro de merda. é sim, eu não aguento, mal tenho vontade de sair de casa. só consigo me limpar quando os melhores sanitaristas estão por perto. mas gosto tanto da merda que eu evito a cura.

(não, não vou relativizar a noção de cura)


então, aaah, tem tanta coisa a dizer. mas vou tentar não me perder e dizer baseado na intenção inicial quando eu tinha quando vim aqui escrever hoje. (tá, se perder é legal também e... cala a boca, porra!). é o seguinte: acho tão engraçado como momentos são tão distintos. como, no decorrer de um dia, uma coisa explode em muitas cores e noutro só em preto-e-branco pálido e seco. muito estranho. é que eu adoro a transitoriedade, ou digo que adoro sempre, não sei, mas ela volta e meia me puxa pelas pernas e eu meto a boca no asfalto e quebro os dentes (coisa que sempre acontece nos meus sonhos, aqueles que se tem quando dorme).

e agora estou bastante bem. feliz. grato. mas logo não vou estar, é engraçado isso. parece que faz com que as coisas tenham, sei lá, uma ironia por trás. como se estivesse meio assim: ''ah, nem é tão sério, seu bobo!, vai passar.'', e para tudo, sabe? (pára tudo! pára tudo!), sim, para tudo. (ou quase tudo, sei lá, foda-se). chateação os parênteses e a pontuação.


porra, tou com vontade de digredir. vamos lá... é engraçado também pensar numa pessoa com um sorriso que mistura raiva e carinho. muito. raiva da pessoa não estar com você, carinho por tudo que a pessoa é, por ela ser ela. eu não gosto de coisas boas. é um saco isso. aí hoje, conversando com o amiguinho, entrou em pauta a questão do que é artificial. e tipo, não deu, tudo é. aí entrou em pauta a questão do que é forçado. e meio que tudo é, de certa forma, eu acho, talvez indiretamente. também talvez não. mas é que eu me pergunto: não, deixa, não me pergunto não. chega do tipo de perguntas que não tem resposta.

não era pra ser tão grande, eu juro que não era...

mas dos motivos porque sou tão bobo:

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

os pais (ou dessacralizando)

imaginem stálin virando para os soviéticos: ''posso errar às vezes, mas sempre erro esperando acertar, e acima de tudo, quero o melhor para vocês''. e isso, obviamente, não impediu genocídio ou morte política alguma.

ainda há uma crença generalizada de que os pais são seres totalmente desapegados e altruístas com seus filhos, mais ou menos como o amigo stálin acima, e não sei se essa é salutar ou não para o corpo social (sim sim, linguajar positivista). o que importa é que é demasiado irritante nas relações cotidianas.



mas o que me irrita em pensar nos métodos de 'diálogo' do meu pai é pensar que talvez eu aja em certos pontos de forma muito parecida ao expressar meu descontentamento com alguém. preciso observar isso. vou anotar no meu celular.

o problema dos filme de romance (ou o meu problema)

é que dá aquela sensação de querer viver algo igual, aí penso nas coisas que já tive iguais e são bonitas, e penso como sou idiota, e penso como tenho preguiça de talvez cometer os mesmos erros e me machucar e machucar os outros e penso que...

a vida só parece um seriado ou um filme às vezes. bem às vezes.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

fashion never goes out fashion (a revanche)

quanto a questão de se incomodar quando algo que vc gosta deixa de ser tão exclusivo:


não é tão idiota assim. nem só arrogância, nem necessariamente arrogância.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

sobre o tamanho da fonte,

eu vou diminuir.

fashion never goes out fashion

que agonia da moda simpsons. acho que quase 50% do orkut colocou ao invés da foto própria (tirada por uma máquina ou algo similar) uma gravurinha ao estilo dos desenhos do matt groening.

(será que vou aderir após assistir o filme? medo.)

título é referência a uma música do garbage. pop e deliciosa. agora falando de moda, é mais um daqueles assuntos confusos ao qual não chego a uma conclusão firme (como a maioria dos assuntos...).

no quesito roupas, estilistas criam sua arte (não vou discutir se é ou não é) e lançam a tendência que será copiada. e as pessoas, no geral, simplesmente seguem. é um código, um modo de inclusão num grupo. claro que obviamente percebe-se o desejo de ser aceito e se integrar. mas há algo de 'kinda creepy' em, por exemplo, alguém que nunca gostou de esmalte vermelho e de repente porque todos usaram passou a achar lindo.

claro que pode ser que a pessoa questionou seu gosto e resolveu tentar experimentar pintar as unhas da cor. e de repente, voilá, tomou gosto! e acho que isso acontece com muita coisa no quesito gostos mesmo. muito difícil traçar a linha da influência e falar a palavra 'originalidade'.

como é muito difícil a maioria das definições, só mais uma no mesmo estilo.

e tem também o outro lado da moeda, aquele que faz com que algo seja rejeitado quando vira moda. esse eu invalido mais que aquele que a pessoa segue modas cegamente. há um quê de grande idiotia em mudar de idéia negativamente sobre algo só porque a maioria gosta. e dessa 'grande idiotia' verifica-se a arrogância, que é uma coisa que muito me irrita. de volta ao relativismo, queridos.

epa, vontade de relativizar minha irritação com a arrogância, mas deixa...

domingo, 5 de agosto de 2007

quanto a nuvens negras

eu não vou deixar que venham, não agora,
eu não quero de forma
alguma macular esse céu
azul com qualquer tom escuro
demais ou amargo demais ou
como aquilo que sobe na garganta e
deixa um gosto horrível, não quero,
e então não vai acontecer.

e o céu está tão como naquela música
está tão, como naquela música.

sobre o 'arroz'

sabe quando você vai tirar aquela foto fantástica, todos seus amigos juntos, e tem aquele ficante da fulana no meio?

aaaaaaaaaaaah queódio. rsrsrs. tipo, não encaixa, sabe? eu quero eternizado o momento com os MEUS amigos, fixamente eternizado e lindo, perfeitinho, isolado e pronto. sem qualquer anexo que eu mal conheça ou que não sei nenhum dos sobrenomes (porque ao menos um, de cada amigo, eu sei) ou do que gosta de ouvir ou conversei minimamente sobre o quanto as coisas são confusas.

sei que é tolo, sei que é irreal (é falsear a realidade, as coisas não são sempre lindas e fechadas nos limites exatos que quero), mas pôxa! como colocar, sei lá, num mural uma foto que tem o tal do 'arroz' (é acompanhamento, nunca prato principal) lá e não sentir raivinha? rsrsrs

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

acho que ainda vou me debater por um bom tempo

aquela velha decisão entre ser independente (utopia) e depender dos outros. porque o outro lado também não é uma utopia? veja bem o que quero dizer: dois extremos, um utópico, o outro não! se são extremos, ambos deveriam ser utópicos, ora essa. entende mais ou menos?

enfim. é que agora tudo está muito mais legal quando eu posso ter muitos momentos bons e tento até ver a poesia deles e até vejo. é que eu me alimento dos outros. eu me alimento muito dos outros. antropofagia. mas deixa de problematizar, ainda bem que está bem.

me desculpe por ter matado você

então, me desculpe, não era para ninguém ter sabido. ou melhor, não era pra você ter sabido. não pense que isso faz de mim uma pessoa muito má, não seja tão tendecioso assim, por favor.


obrigado, tenha um bom dia.




(isso também entraria no 'mediocridade', mas deixa quieto)

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

já fui mais xiita

já teve época em que eu vomitaria em qualquer coisa que é dita pop, mas o tempo faz ver as coisas com mais leveza. seria leveza isso? tanto faz. só sei que com o tempo deixei essa bobagem de lado e passei a gostar da coisa não por qualquer coisa que seja guitarras ou ser alternativo ou algo do feitio.

god, como já fui babaca. não é? é.

fico sempre pensando na falta de critérios. não que eu coloque bach e tati quebra-barraco no mesmo patamar, mas pôxa, gosto de ambos! claro que com diferenças, mas pôxa. é complicado. tem que ter critérios para algumas coisas. mas é sempre tão difícil dosar ou sou eu? preciso ser mais condescendente com a moça aqui de casa quando ela erra na quantidade de açúcar que põe no suco.







isso tudo pra dizer que gosto demais da música 'sweet escape' da gwen stefani. muito MESMO.