terça-feira, 1 de dezembro de 2009

:D

Estou lendo uns trechos dum livro do barthes, (discurso amoroso, sei lá o que, tá, vou colocar o título, é Fragmentos de Um Discurso Amoros eu acho,) e tem umas coisinhas bem legais. Vou postar uns trechos pra vocês (?) depois, fiéis (??) leitores e leitoras (?!?!). Beijinhos!

Aliás, vou postar no estilinho Barthes, sem colocar trecho nem nada, fazendo comentários indiretos. Adoro quem filosofa literariamente porque leva até as últimas consequencias as teorias que desenvolve! Acho MUITO true! :D

rs. god. que piada.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

filosofices de escritura

Entitulado a algo, sem título de propriedade portanto, me peguei me divagando sobre a forma poética. Sua configuração, a foto que se tirada desta traz seu molde. Pensando sobre métrica e medida, composição e algo assim, me veio à mente que pode ser que a distância original entre a poesia e a narrativa tinha a ver com um compromisso: a primeira, com uma promessa ao que está escapando aos dedos. A segunda, com um compromisso de entregar algo em dedos que permita um toque. A parentela entre verso e canção, e narrativa e história oral, parece vir para me confirmar. O que quero dizer? Uma diferença de substância. A poesia sempre quase que em fuga, a narrativa sempre quase que se entregando. Uma diferença meramente vetorial, e que o percurso histório-artístico acabou por borrar, mas ainda parece entrevista em um t.s. elliot da vida. E num james joyce, no campo do romance, ainda parece que o grande objetivo é como que uma pancada. E se na poesia o que temos é algo como uma explosão de penas. Quero deixar bem claro: com toda polissemia que temos dentro de travesseiros.

sábado, 21 de novembro de 2009

hey hey sou eu

pois então, não morri. e nada de novo no front, absolutamente nada de novo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

"Your mother should know"

vamos lá, auto-flagelação. ponho poesia e beleza nessa porra, ninguém comenta. quando começo a me martirizar aqui, todo mundo pede bis. é disso que vocês gostam, não é? rsrs. podem ignorar essa parte. então, tou cansado da minha auto-piedade. sempre achei tão inaceitável. hm... caham!, digo achar. essa onomatopéia - caham - é bizarra, pq não corresponde bem à expressão, não acham? digam lá o que acham, tá? é tipo uma enquete. tou zoaaando! preciso disso tudo não gente. hehehehehehe. sou igual um musgo, preciso de pouco sol. só preciso é de muita água, ixi, sinto sede o tempo todo. ô porra de sede que não passa. mamãe me educou mal, foi ela que me viciou nessa onda. e no cigarro também, é claro, mas quanto a esse foi indiretamente. aí blablabla blablabla blablablá tititititititi - mas realmente, realmente - eu queria que você estivesse nua! você não sou me amar, você não soube se amar, eu nunca te amei, ninguém precisa de amor, e pra fazer um bom bolo é preciso quebrar alguns ovos, todo mundo sabe disso, e pra fazer uma galinhada, de galinhas, mas mais vale um pássaro na mão do que dois voando, again, todos sabem disso. esse blog aqui tá bom de trazer novidade pros leitores. porra de vontade de ficar aqui ouvindo beatles pra sempre. vontade de não precisar dormir, de não precisar levantar, de não precisar ir à aula, enfim, de não precisar. onda budista. nada nada nada de novo no front. vou virar eremita, ermitão, hermes, sei lá o que vou virar. (já sei! geléia!)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

De um cancioneiro perdido na chuva

vela por mim que eu velo você, veloz velejo, revejo, ensejo, desejo, cantinho juntinho ao mar, farol e chuva doce, areia branquinha e lua que nem, vela por mim que eu veloz você, acesos, candentes, cadentes, na cadência das ondas, bandas, rondas, e ninguém que nem,

vela por mim que leva, se o vento ajuda, que nos leve, que nos vele também, que os santos cantem e os ímpios não vejam, velados estejam, esses nossos traços, rastros, traçados, que as ondas do mar fácil fácil se encarregam de tampar, vela por mim acesa, me esperando luzindo, me esperando risonha, me querendo, ardósia, alecrim, pedra pômes, doce-de-leite, bagre, pirarucu, ribeirão esse nosso nas beiras de nós dois, vela por mim que eu vou revelar, e caídos ao chão, nós, e as tralhas, e as velharias, e as rugas, e o pó, e os trapos, e eu toco seu rosto te alumiando, e você me vela e velejamos longe, pelas nuvens e luzes sem fim,

ai que me dói que não seja leve essa leva de dias, esse levar dos dias, esses dias levados,

ai que me dói que não seja meu esse veleiro, que nós iríamos aos rumos e aos abandonos, sem encalhes ou atrolhos, içados com o vento, e o vento então só ajuda, esse vento é tão amigo, esse vento que joga seus cabelos para trás, bagunçando essa beleza toda, esse que leva a poeira de nossos ossos gastos, e ele nem ia derrubar nossa casa, ele nem ia fazer a gente ficar com frio, mas se ele vier, vela por mim também meu sonho ruim, e eu canto pra ti pra te ver dormir, e rezo baixinho, e nenhum mal te toca e jamais te tocará e você sabe disso, não sabe?, vela essa que em mim, luzia que assim, nem te digo, vela por mim e a reza a soar,

vela por mim que eu velo por ti também e para sempre amém,
vela por mim que eu velo por ti também e para sempre amém, içados.

domingo, 25 de outubro de 2009

Cautela!, chocolate e autismo.

Eu precisava um tanto de você aqui agora para coçar aquela parte de minhas costas que não alcanço. Um tanto. Tem também mais algumas coisas que seria legal fazer, do tipo, as paredes da sacada - aquelas onde ficavam aquelas fotografias que Joana tirou, e também aquele alvo para dardos amarelo-com-preto, de plástico - estão tão descascadas, um horror, e eu sabia que aquela tinta não era de qualidade. Enfim, mesmo que você não saiba nada disso eu precisava de você agora, ia ser um pouco gostoso sentir um olhar da sua parte, de desejo misturado com susto pelo desejo, ou de molho de gorgonzola com alcaparras, tanto faz, um desses olhares confusos e tolos. Eu ia soltar meu sapato de tiras com cuidado, eu ia solar numa nota só, eu ia sapatear descalça e risonha, eu acho também. A gente se encontra, se tropeça, se dá um 'oi', eu te pago uma bebida e no final da noite você concebe reconhecer toda a luz que vejo em mim. E eu consigo até te cegar, como uma medusa às avessas, porque se eu te quisesse pedra seria um bocado de crueldade, no máximo te quero rijo. Mas principalmente, cego, tateando o vento e a chuva da janela entreaberta molhando a mesa e os livros e as cartas por você escritas, quando você ainda enxergava, é claro. Só pelo luxo, mas de forma alguma quero dizer que minha necessidade por bolsas Gucci não seja de fato o que essa frase diz: uma necessidade. Para quem, saindo de rumos assim, mal consegue dizer, qualquer coisa como o quanto precisa de uma bolsa Gucci nesse exato instante. Ou de um rolex, quase vulgar, mas consigo um desenhado para mim. Você é minha aquarela, querido, de tintas velhas. Você é qualquer meu algo de impoderável e inominado, e essas palavras também são só tolos luxos necessário. Não faz diferença, que venha, que precisava tanto um de agora você.

domingo, 18 de outubro de 2009

que tudo fique bem.

faz tanto tempo, aliás, alguns dias, que não mexia na internet. aí até estranho. tou com 21 abas abertas, e cerca de 70% delas são twitters. a curiosidade pela vida alheia é uma coisa estranha. a vontade de se mostrar também, a vontade de deixar registrado acabou sendo o que me moveu a vim postar. hoje vou fazer diferentess. vou brincar de ser diretinho e lalalalá, a la diarinho. resolvi também tirar os links dos twitter e do blog do perfil do orkute pra preservar da família.

enfim, esse fim de semana aconteceram algumas merdas e ainda assim meu humor não diminuiu. na verdade, o que acontece é que na quinta, ou na quarta, não lembro, eu não estava bem. aí fui pra balada na quinta, dormi pouco, e acordei bem na sexta. passei um dia animado e feliz, porém relativamente bipolar. tive alguns momentos de desabafos pesados. na festa que fui à noite melhorei, graças à alteradores de estado de consciência e besteirinhas. aí deu uma merda depois. aí fiquei bem. aí deu uma merda depois. aí fiquei bem. enfim. rs

preciso gastar menos dinheiro. e ser feliz gastando pouco tem me parecido difícil. ser feliz é difícil. rs. estou rindo porque isso tudo é uma piada mesmo. faz tão pouca diferença falar e falar, mas faz toda do mundo. a gente só vive, não é? hoje li uma coisa no amós oz que me botou pra pensar. ele disse que depois que a última pessoa que se lembra de nós no mundo morre sofremos uma segunda morte. pesado. ok, prefiro pensar que talvez tenha fragmentos do ar que, sei lá, o ian curtis respirou dentro do meu corpo. um grande sistema fechado. rs.

que post grande. enfim, e continua. mais besteirinhas. tou com vontade de instalar joguinhos de computador - o tédio tem sido grande e eu ia gastar menos dinheiro com baladas. ler na frente do pc é difícil, mas tenho tentado fazer isso ouvindo música. tive momentos gostosos quinta feira por conta disso. preciso terminar de arrumar meu quarto, mas é tãaao difícil acordar cedo até para as aulas, que dirá para comprar uma cama.

meu desejo é o título do post mesmo. paz e amor para todos, e um pouquinho de sacanagem porque ninguém é de ferro. ahazei agora citando lya luft.

ps: aliás, o post não ficou grande.
pps: continuo com problemas para diminuir a fonte do blog. merda.