quinta-feira, 26 de maio de 2016

enumerando rapidinho maio 2016 em merdas

crise política
impeachment/golpe
estupro coletivo
cortes de verbas
frota no ministério da educação
nojeira do inter ufg
babaquice de impedirem nome social
nova secretária das mulheres do temer ser anti-aborto
violência de pms contra secundas em ato
rede globo
tentativa de impeachment do marconi não sendo noticiada na grande mídia goiana
ministro da justiça do gov ilegítimo dizendo que nenhum direito é absoluto
serra como ministro das relações exteriores
quase todos os ministros do temer
a tentativa de fim do minc
reintegração de posse sem passar pelo judiciário do gov alckmin contra secundas


que mês merda esse maio

elA

elA
tem que ser elA
com A
caixa alta
via de regra, é uma elA,
e elA são todas elAs,
('A' pés no chão
'A' aponta pra cima
'A' vai além de toda podridão, merda, nó na garganta, ânsia de -,
vocês sabem muito bem ânsia de que)
esse A que é elAs, e que eles tentam engolir com seus 'es',
com seus 'os',
com seus crimes, com seus absurdos,
eu que sou eles que não sou eles que evito ser eles que sou eles que tenho profundo nojo do eles,
que sou eles,
afirmo o lixo que somos eles, mas
elAs lutAm hão de cada vez mais flores ser,
de ser seja lá o que queiram ser que as levem elAs além acima
('A' com a ponta pra cima)




vômito. etc. ad infinitum.

disse com a voz meio embargada
que queria
enxergar as cores que poucas veem, as especiais, quais
dons se perdem, quais dons se ganham,
quando no escuro
sentir mais cheiros?, se
senil
contatar espíritos? a televisão ligada nunca diz nada, a cabeça
pode ir a mil, pode ir a zero, pode rolar pelo chão, definem
justiça, definem sossego, definem torturas inimagináveis,
são
muitos os sons, ninguém são,
somos muitos os nãos, ninguém sim, ninguém salva,
(e muita saúva,) e um salve, e inspirar
e que leve, que leve, que leve, flutua, brisa, dromedário, com a voz
bastante embargada agora disse que queria
tanta coisa, não daria
pra falar, mas ninguém fala, e por não dar pra falar é que
ninguém deve falar?
falamos pouco demais, ou nada é suficiente? sufixo pra dor,
adorável,
sufixo pra forma, formidável,
vômito. etc. ad infinitum.

terça-feira, 24 de maio de 2016

o problema às vezes não é que os limites existam, e sim quais são esses limites

domingo, 22 de maio de 2016

pollock disse

"No chão estou mais à vontade, sinto-me mais perto, integro-me à obra, porque posso trabalhar em torno dela, dos quatro lados e literalmente estar no seu interior."

toda a gente se importa, entende

toda a gente se importa, entende,
estende ao máximo as potências, a distância de um ponto a outro
potengi é um rio, correntezas que vivemos,
correntes elétricas, toda a gente

se comporta, se encaixa,
se emenda, uma calça de retalhos que não cabe mais
em suas pernas, cada vez mais gordas, sua boca não cansa
de engolir,
toda a gente sugere, mas você não tem pique,
regurgitar é para os fortes, em murais alheios, formato de esportes,
lazer e trabalho separados na fonte? confronte, toda a gente diz,
a gente que te envolve, que te quer inteiro,
só que seus estilhaços são cristais,

o galo canta,
e você odeia,
e olha pro sol até arder,
e a chuva vai fazer cores no céu,

os restos, o descanso, o aconchego
desconheces, alheidade, subir escadas, degraus quebrados,
e é esse teu lugar perfeito, sem flores

terça-feira, 17 de maio de 2016

magia, in Mauss e seu esboço

"se sujam com a poeira recolhida nas pegadas de um elefante, cantando uma fórmula apropriada."

segunda-feira, 2 de maio de 2016

com greg ruth

e portanto estamos em construção,
tábuas, escadas, árvores, livros,
pessoas em nós caminham livres?,
machadinha na mão

sexta-feira, 29 de abril de 2016

algum segredo

a garota morango,
se exprimir faz o escorre sumo,
morando nos reflexos, espatifada, blush
pra corar, vermelha a boca pra dizer,
morango quase sangue, ora esverdeada, verte
azedo?, verte doce? inverte as miras,
mora nas árvores, colhe frutas, delírio do gosto,
possível das vidas, floresce?, padece?, parece que
perece, esquece,
fagulhas, estilhaços, mata toda tomada fogo, tornada chama,
chama suplício,
e agora
em roxo, em violeta, o casco fendido,
fronteiras, margens, devirando-se fruição,
celebra, o que celebra?, átomos, bombas, as células compondo
recompondo
desintegrando, celebra, o que celebra?,
as dobras, as pregas, as coisas que se aderem umas às outras
e se imiscuem e quando se tenta
desvencilhar, se rasga, a garota morango
anda lento, celebra, o que celebra?,
voz baixa
e tão lento que há de vencer a lebre
Dizem que antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada que percorreu, para os cumes, as montanhas, para o longo caminho sinuoso que trilhou através de florestas e povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto, que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. O rio precisa de se arriscar e entrar no oceano.

E somente quando ele entrar no oceano é que o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas de tornar-se oceano...

Osho, via Poliana Pieratti