segunda-feira, 2 de maio de 2016

com greg ruth

e portanto estamos em construção,
tábuas, escadas, árvores, livros,
pessoas em nós caminham livres?,
machadinha na mão

sexta-feira, 29 de abril de 2016

algum segredo

a garota morango,
se exprimir faz o escorre sumo,
morando nos reflexos, espatifada, blush
pra corar, vermelha a boca pra dizer,
morango quase sangue, ora esverdeada, verte
azedo?, verte doce? inverte as miras,
mora nas árvores, colhe frutas, delírio do gosto,
possível das vidas, floresce?, padece?, parece que
perece, esquece,
fagulhas, estilhaços, mata toda tomada fogo, tornada chama,
chama suplício,
e agora
em roxo, em violeta, o casco fendido,
fronteiras, margens, devirando-se fruição,
celebra, o que celebra?, átomos, bombas, as células compondo
recompondo
desintegrando, celebra, o que celebra?,
as dobras, as pregas, as coisas que se aderem umas às outras
e se imiscuem e quando se tenta
desvencilhar, se rasga, a garota morango
anda lento, celebra, o que celebra?,
voz baixa
e tão lento que há de vencer a lebre
Dizem que antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada que percorreu, para os cumes, as montanhas, para o longo caminho sinuoso que trilhou através de florestas e povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto, que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. O rio precisa de se arriscar e entrar no oceano.

E somente quando ele entrar no oceano é que o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas de tornar-se oceano...

Osho, via Poliana Pieratti

confissão-constatação

impressiona-me em barthes e sua câmara clara sua recusa revoltosa tantas vezes ao universal, e me põe a pensar-sentir:

prefiro-me tanto tantas vezes sentir-me gota em oceano

três práticas, emoções, intenções

(quebrar ovos)
(traçar espirais)
(cantar rapazes)

[expectativa]
[tédio]
[diversão]

{bolo}
{marcas}
{foda}

segunda-feira, 25 de abril de 2016

sexta-feira, 22 de abril de 2016

durkheim, formas elementares da vida religiosa, capítulo 3, livro 1, sobre o naturismo

"o raio foi chamado algo que fende o chão ao cair ou que espalha ou incêndio; o vento, algo que geme ou que sopra; o sol, algo que lança através do espaço flechas douradas; o rio, algo que corre"


o teatro mágico de klee

vejo uma cruz, vejo um dinossauro,
as arqueologias tem suas valências e os valores, dizem que
cobre não é ouro, e recobre, e ore,

vejo um leão, vejo uma mão
contra o peito, ataque cardíaco?, respiração em crise, o ar
não basta, e é violeta, o leão de pé, tão liminar, real e ainda assim não,

vejo que há um olho, vejo substituições,
luas, arcos, sementes, a flecha vem da terra e está ausente, mas intuída,
os brilhos são discretos como focos confusos, nada de horas, nada de fusos,

vejo uma seta, vejo um ciclope,
odisseu passa perto? se perde com as sereias?
um búfalo imaginado, uma estrela torcida, quais

flores, palcos,
contorceres de sentidos fazem os reais?



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segunda-feira, 18 de abril de 2016

chave para interpretar/traduzir sonhos,
traí-los?
reencená-los? novos gestos, roupas, maquiagem, transmissão
em linhas que des-
                                contínuas, continuas,
chave que abre a porta e faz sonhar, cavalga
pelos prados, pesadelo toma de súbito, pesa,
pisa,
        descorresponde
corre
         responde
silencia